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Novo técnico da seleção pode não ser escolha técnica

Luiz Felipe Scolari - Um Asno
Não sou vidrado em futebol, mas transcrevo na íntegra o artigo publicado na coluna de Reinaldo Azevedo sobre a escolha do novo (velho), técnico da Seleção Brasileira. Fui um dos que defendeu Felipão quando o Brasil inteiro o chamava de burro na competição em que acabamos sendo vitoriosos. Agora... já não sei se acompanho a decisão.
O Brasil é uma piada reiterada em várias áreas. Felipão é o novo técnico da Seleção? Por quê? “Ah, porque ele já venceu uma vez…” Sei. Podemos até ganhar a Copa com ele? Já escrevi a respeito: tudo pode acontecer. Afinal, não se joga sozinho, há as circunstâncias etc e tal. A questão é saber se Felipão representa o máximo que se pode fazer pela Seleção. A resposta, obviamente, é “não”! Nunca antes na história destepaiz, que eu me lembre, um técnico levou uma equipe para a segunda divisão e saltou, dali, para o cargo mais importante do futebol — aos menos para os milhões de torcedores.
Qual é? A equipe do Palmeiras era e é um horror mesmo, mas, com Felipão, jogou abaixo das suas condições, tanto quanto a mediana equipe do Corinthians joga acima das suas, sob o comando de Tite — que, reitero, quero que continue no Timão.
A escolha de Felipão, tendo Carlos Alberto Parreira como coordenador técnico, significa uma saída, digamos, mística: “Vamos juntar dois técnicos que já ganharam uma Copa para ver se dá certo.” Fez-se isso em 2006: indicou-se o próprio Parreira, campeão de 1994, tendo Zagallo, campeão de 1970, como coordenador. E deu errado. Tomara que os fatores acidentais conspirem a favor, já que, no universo das escolhas, optou-se pela feitiçaria. Leia texto publicado na VEJA.com.
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O presidente da CBF, José Maria Marin, anunciou nesta quarta-feira, em visita às obras do Itaquerão, em São Paulo, que divulgará o nome do novo treinador da seleção brasileira já na quinta, às 10h30, na sede da entidade no Rio, menos de uma semana depois da demissão de Mano Menezes – e ele deverá ser Luiz Felipe Scolari, o comandante do penta, em 2002. Momentos antes de Marin se pronunciar, Andrés Sanchez tinha confirmado sua demissão do cargo de diretor de seleções, conforme já era esperado desde o início da semana. Assim, a manhã desta quarta representou uma transformação radical no comando da seleção brasileira.
Até a terça, Andrés se mostrava indeciso sobre o momento da saída – chegou a dizer mais de uma vez que não abandonaria o cargo neste momento – e a CBF prometia decidir quem será o novo técnico apenas em janeiro. Ao prometer uma definição rápida para o assunto, o presidente da CBF também decidiu acabar com o cargo que pertencia a Andrés, optando pelo retorno da posição de coordenador técnico da seleção, vaga que poderá ser preenchida por Carlos Alberto Parreira (o nome do ex-jogador Raí, que antes era cotado para um convite da CBF, perdeu força neste início de semana). A função de coordenador técnico surgiu para blindar e auxiliar o próprio Parreira em meio à turbulência de uma preparação para Copa – Zagallo foi o ocupante do cargo a partir de 1993. Zico também já trabalhou na função em 1998. Mais do que um escudo para o técnico, agora o cargo deverá representar uma proteção adicional ao próprio Marin, que saiu à procura de nomes de grande reconhecimento popular para tentar facilitar a transição de comando na seleção.
“O povo ficará feliz com as escolhas que fizemos. Não é hora de experimentar, são dois grandes nomes”, disse Marin. “Copa do Mundo exige capacidade, dedicação exclusiva e experiência, não só em clubes, como em outras seleções”, completou o cartola, descrevendo o perfil tanto de Parreira (que já treinou seis seleções, incluindo a África do Sul em 2010) como de Felipão (que comandou Portugal na Alemanha-2006). O técnico escolhido pela cúpula da CBF para assumir o comando da equipe já estava até “apalavrado com a CBF”, de acordo com Andrés Sanchez. Scolari, que encerrou sua primeira passagem pela seleção por vontade própria, há exatos dez anos, deixou o comando do Palmeiras no decorrer do Campeonato Brasileiro e, desde então, trabalha como colaborador informal do governo nos preparativos para a Copa. Se a contratação se confirmar, Marin formará uma comissão técnica composta pelos dois últimos treinadores campeões do mundo pela seleção – Parreira em 1994 e Felipão em 2002. 
O anúncio do cartola, que também é presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, ofuscou a inspeção da Fifa no futuro estádio do Corinthians, a última da série de visitas às cidades-sede do Mundial. O vice de Marin, Marco Polo Del Nero, que na segunda prestou depoimento à Polícia Federal dentro da Operação Durkheim, não falou. O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, se disse muito satisfeito com as obras em Itaquera e classificou o projeto paulista para o Mundial de “espantoso”. Impressionado com a facilidade de acesso à região, já que a distância de Itaquera para o centro era vista como um problema, o francês afirmou: “É exatamente disso que nós precisamos para realizar o jogo de abertura”. Prestes a encerrar seu mandato, o prefeito Gilberto Kassab se mostrou eufórico com o andamento dos projetos na cidade: “Tudo está indo bem em todos os aspectos”, garantiu.
Valcke, Marin e Del Nero foram acompanhados na visita por Ronaldo e Bebeto, integrantes do Comitê Organizador Local (COL) e Aldo Rebelo, ministro do Esporte. A comitiva foi recebida pelo prefeito Kassab, pelo secretário especial da Copa do Mundo em São Paulo, Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, e pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Julio Semeghini. Foi a primeira visita do secretário-geral da Fifa ao Itaquerão. O francês aparentava bom humor na chegada ao estádio. Antes, tinha testado o “Expresso da Copa”, trem que liga a Estação da Luz, no centro, à estação Corinthians-Itaquera. A linha direta, que estreou nesta quarta, levou a comitiva até o palco da abertura do Mundial em cerca de 17 minutos – e evitou que Valcke, Ronaldo e Bebeto tivessem de enfrentar os vagões lotados do metrô pela manhã.
Ainda assim, o trio enfrentou um aperto: cercados de fotógrafos, tiveram dificuldade para caminhar, o que provocou irritação em Ronaldo. Durante o Mundial, o Expresso será a principal alternativa de transporte público para os torcedores nos seis jogos do torneio que serão disputados na nova arena do Corinthians. O governo paulista também promete melhorar os acessos viários ao estádio, mas avisa que essa é a única parte do projeto que contará com dinheiro de seus cofres – a instalação das arquibancadas provisórias, que antes seria bancada pelo estado, passou para a iniciativa privada na segunda-feira. O governador Geraldo Alckmin costurou um patrocínio para que São Paulo não precisasse custear a adaptação da arena para a abertura, marcada para 12 de junho de 2014.
Por Reinaldo Azevedo

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