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Retorno: A carência de árvores em nossa região

Arborização em Birigui - Um Asno
Foto: Pô Birigui
Um Bom dia a todos! Conforme prometi, retorno as postagens habituais após a conclusão da primeira etapa de meu desafio. Estive envolvido com a produção de mais um livro e isso toma tempo e requer dedicação total. Levei sete dias apenas para iniciar a primeira linha do texto, gastei um final de semana para definir a Premissa e a Estrutura da história e outros três dias para amarrar essa estrutura. A primeira parte está concluída, conforme eu havia definido, agora vem a segunda que implica na revisão do texto, melhor elaboração das cenas e descrição das personagens, etc. Contudo, não deixei de acompanhar as notícias e, sobretudo, as discussões diversas, principalmente de Birigui e Araçatuba.

Uma que me chamou a atenção foi a que discute quanto a arborização em nossa região. Bom, estive em mais de mil municípios brasileiros e posso falar francamente que não estamos entre os piores nesse quesito e a razão é simples: adoro árvores e é a primeira coisa em que coloco minha atenção quando visito uma cidade diferente. Se for para comparar é melhor que a comparação seja despida de paixão, não é mesmo? Por exemplo: morei um curto período em Curitiba e sei que a cidade possui pontos muito arborizados, tal como Maringá que possui dois excelentes parques e Londrina. Ocorre que nestas, como em São José do Rio Preto, Bauru, Botucatu, entre outras, também existem regiões, sobretudo, na periferia que não existem sequer gravetos dispostos em pé. Há nestas cidades programas similares aos nossos no que diz respeito a distribuição de mudas. A diferença está na condução, manutenção e planejamento das áreas verdes. Neste ponto, sim, estamos muito aquém do ideal.

Em nossa região, apenas se cumpre a legislação reservando o espaço definido para áreas verdes, mas não existe um planejamento profundo com análise de espécies, estudo adequado do clima e do solo regional e o melhor emprego da vegetação. Há nas faculdades da região, alunos, estagiários e professores que podem contribuir para isso, até como forma de incentivar as disciplinas práticas. Se é para exigir que estas áreas sejam melhor assistidas e as maiores até possam ser transformadas em pequenos bosques; tô dentro! Se é para apenas criticar de forma gratuita um trabalho (mesmo que insuficiente) que vem sendo realizado, aí entro na discussão propondo que os que criticam façam um simples exercício de reflexão:

Em Rio Preto, anos atrás, a população de um bairro da periferia se reuniu para juntar pedreiros, carpinteiros, pintores locais e ajudantes em geral para revitalizar uma área que há muito era ignorada pela administração municipal. O resultado foi uma surpreendente área onde todos os moradores passaram a ter orgulho e prazer de usufruir. Para mim, o que faltou mesmo, foi enviar a fatura para a prefeitura! Em nossa região têm tantas árvores, quanto pessoas conscientes do valor que envolve o ato de plantar e cuidar delas. Confesso que eu mesmo não plantei e não dou a atenção necessária o suficiente, pois só cuido de, mal e mal, cinco árvores. Duas eu peguei da prefeitura e três eu comprei.

Proponho o seguinte: em vez de cobrarmos das "otoridadis" e gastarmos tempo discutindo se tem ou não árvores suficientes e, em vez de ficarmos transferindo a responsabilidade para os "representantes do povo", porque não promovem nas redes sociais uma mobilização em massa para os interessados afim de produzir, em conjunto com a administração que pode fornecer as mudas, um movimento para planejar, arborizar e realizar a manutenção das ditas áreas verdes de nossa cidade? Vamos ver quantos "recados" no Facebook trarão esta proposta...

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