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Uma estratégia que pode ser o princípio de um conflito mundial

Hamas - Um Asno
Intelectuais do mundo todo têm o costume de se fascinar com um ou outro personagem e elegê-lo como o herói do momento. Assim surgiram grandes ditadores primeiro celebrados pelos "pensadores" e depois satanizados pelos historiadores. Isso aconteceu historicamente e em excesso. Beethoven por exemplo, tinha Napoleão Bonaparte como seu herói eleito. Teve tempo de se arrepender antes de sua morte... O que escrevo a seguir é um ponto de vista particular e, mais uma vez, espero estar enganado (embora isso aconteça com pouca frequência).

A imprensa anuncia um cessar fogo muito benvindo entre Israel e o Hamas, embora alguns foguetesinhos insistam em cruzar errantes a fronteira de Israel e este último insista em matar uns terroristazinhos de vez em quando. O mundo celebra o nascimento de um herói que conseguiu negociar a trégua, que não significa, necessariamente, o início de um diálogo definitivo entre as duas forças para solucionar o conflito. O controle da faixa de Gaza atualmente pertence ao Hamas que não é considerado terrorista pelo Brasil, mas é sim, porque tem um forte braço armado inclinado para esse fim. Seus interesses estão longe da reivindicação do povo palestino que sofre de ambos os lados. Seu mote é o fundamentalismo islâmico e isso não pode ser ignorado: seus inimigos são os judeus e todo o ocidente infiel. Seu objetivo é a extinção do estado de Israel e a conversão (à força) do resto do planeta!

Egito, Síria e Irã, são desafetos históricos de Israel e um membro da Irmandade Muçulmana, o presidente do Egito, Mohamed Morsi, alinhado ao Hamas, de repente, figura como negociador da trégua entre os brigões da atualidade. Vamos ver.
Desde que a Irmandade ascendeu ao poder no Egito, os ataques de Gaza contra Israel intensificaram-se. O Hamas recebe suas armas e mísseis do Irã. Não poderia chegar através do mar devido ao bloqueio imposto por Israel. Só poderiam entrar no território entrando pelo Egito como no tempo do ditador Mubarak. Ou seja, é o governo egípcio quem facilita a entrada do armamento e depois surge como negociador da paz. Recentemente, esse herói instantâneo baixou um decreto no Egito que isenta todas as suas decisões de contestação judicial. As dele, as da Assembleia do Povo (Câmara Baixa), e as da Shura (Câmara Alta)! As duas são dominadas por partidos religiosos, aliados do presidente e a Câmara baixa é quem está encarregada da redação da nova constituição do país!
Um único instante na história, onde árabes de tribos e conceitos diferentes, se uniram para um bem "maior" pode ser visto no filme Laurence da Arábia. Ali fica bem evidente o por quê não é possível que haja paz ou trégua entre os países desafetos. Democracia no mundo árabe é mito e propósito irrealizável. O engajamento da Irmandade Muçulmana é para islamizar o planeta e, obviamente, darão início pela própria região. Não há paz em sua agenda!

Nem é preciso dizer que o problema não se concentra na religião muçulmana que é em sua maioria pacífica e tolerante, tendo menos de 2% de fundamentalistas, esses sim, perigosos, intolerantes e obcecados!
É muito curioso, ao menos, que a Irmandade que se oferece como resposta para os problemas que, de fato, ela mesma cria, tenha conseguido enganar tantas pessoas e governos. O Egito está por trás do conflito e posa de pacificador para ganhar, me parece, o prestígio internacional e daí, satanizar Israel (coisa não muito difícil!), para, desse modo, justificar um levante das nações vizinhas para um conflito geral contra aquela nação. Esse é um desejo antigo de nações como o Irã, apenas encontraram uma maneira mais eficiente de afastar possíveis e futuros aliados dos Estados Unidos em um conflito de proporções maiores.

Em minha visão, os fundamentalistas seguiram as lições de Sun Tzu em seu célebre texto "A Arte da Guerra". Aprenderam a identificar as fraquezas de seus adversários! Descobriram que os países ocidentais têm um fraco por nações que invocam os preceitos da democracia e proclamam a paz contra um oponente que resiste e reage violentamente. Descobriram como envolver os ocidentais com um engodo cínico e teremos os próximos anos cheios de debates sobre a paz no oriente apenas sob a condição do reconhecimento da nação palestina, mas... na verdade, essa será uma bela estratégia para separar as opiniões no ocidente, enfraquecê-lo e depois partir para sua conquista. Eis o princípio daquilo que poderá nos levar a um conflito de proporções globais.

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