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Sessão da Câmara: Paulo Bearari não enfrentará nova Comissão Processante

Câmara Municipal de Birigui - Um Asno
Bem... Não é segredo para ninguém que eu não estou entre as pessoas mais queridas na lista do vereador Paulo Roberto Bearari (PT) de Birigui, mas tenho que admitir que a votação ocorrida na Câmara Municipal na data de ontem, que não me surpreendeu em absolutamente nada, foi a escolha mais sensata da casa desde que entramos nessa paçoca que virou a política local. O pedido de investigação protocolado pelo vereador José Fermino Grosso (DEM), foi rejeitado por unanimidade na casa. Nem poderia ser de outra forma! Fermino cumpriu com suas prerrogativas enquanto edil, mas se precipitou porque um processo de apuração já se dá em uma esfera jurídica e acumular mais uma Comissão Processante só tornaria essa legislatura ainda mais improdutiva. Já foi entregue ao Ministério Público uma denúncia de que portarias e documentos diversos que deveriam ter sido assinados pelo petista enquanto esteve no comando do Executivo e só teriam sido oficializados após o retorno do prefeito Pedro Bernabé (PDT), que se encontrava afastado do cargo.

Lá vou eu levar porrada de novo, mas essa denúncia pode realmente proceder, como também pode ser um coloquial "dar um tomé", ou "dar um perdido", ou ainda o clássico "tirar o c... da reta!". Não é de hoje que todos sabemos que uma assinatura não sai instantaneamente daquela sala de despachos do prefeito, seja ele quem for. Entendo que, no lugar do petista até eu faria muita cerimônia para arriscar um traço de tinta em qualquer documento oficial que pudesse dar continuidade a administração municipal. Até acho que ele ousou muito em alguns casos! Eu mesmo vi a mesa de Bearari repleta de ofícios aguardando sua decisão na oportunidade que o entrevistei e posso afirmar sem medo de receber críticas. Naquela situação muito mais do que prudência era requerida do prefeito em exercício. Na sua condição, uma decisão por menor que fosse, precisaria de muito mais tempo para deliberação do que se fosse o prefeito de fato. A questão realmente não é o atraso nas assinaturas. A prefeitura apenas fez o que lhe convém, justificou a letargia desta atual administração, mas a culpa, neste caso, não deve mesmo recair sobre Paulo Bearari.

Houve alguns excessos na sessão de ontem e até uma manifestação contra o vereador Fermino por parte de um cidadão que, depois que apurei, soube não se tratar de um correlegionário de Bearari. Tratava-se de uma "treta" antiga do vereador Fermino Grosso. E é aí que vem o imbróglio! Choveu acusações de que estaria havendo armação ou perseguição política. Tanto Bearari afirmou isso, quanto Fermino depois da manifestação reprimida. Rapaz... Não é pra tanto! Não se trata de uma situação que encerre o pedigree da alta cúpula do nosso atual governo que a todas as críticas responde como se se tratasse de uma armação de oposicionistas. O que temos na realidade é um vacilo natural cometido por pessoas que às vezes podem se esquecer do local onde estão atuando. É claro que tem um gostinho de revanche política, afinal, Bearari demitiu o secretário de Negócios Jurídicos, Glauco Gonçalves Peruzzo, por duas vezes enquanto comandava interinamente à Prefeitura. Quanto ao governo municipal, ora... Alguém tem que levar o crédito pela improdutividade dos últimos meses, já que o prefeito esteve afastado grande parte do tempo. Nada mais natural!

Fatos
Há sim algo de muito errado que precisa ser corrigido e aprendido com o episódio anterior que gerou a CP contra Bearari. Uma prática antiga continua a produzir seus efeitos daninhos em qualquer instituição pública. A comercialização de notas fiscais! O dito cujo que ainda vai acabar se ferrando literalmente, o senhor Mauro Pereira, que concedeu magnanimamente sua firma como fachada para a execução dos serviços na Câmara e que na realidade foram executados por outro indivíduo que não tinha como ele próprio fornecer a nota, incorreu em um crime contra a ordem tributária segundo a Lei 8.137. Negar a consciência disso não alivia em nada, pois se o comércio de nota fiscal fosse lícito pode-se ter certeza de que haveriam empresas especializadas nesse tipo de produto com anúncios até em outdoors!

Sim! Bearari, enquanto estava presidente da Câmara, era responsável por essa contratação e já está respondendo por isso. Não entro no mérito dos valores por que é um padrão universal superfaturar notas para entidades públicas. Por praxe, sempre se tem que dar uma "luvinha" para alguém! Não! Não acredito, de verdade, que Bearari tenha se beneficiado de um único tostão do exagerado montante de pouco mais de 5 mil reais (ele teria de ser muito burro, coisa que não acredito), porém, o serviço seria ao menos 200 reais mais barato se o contratado não tivesse que comprar a nota de alguém. Se Mauro Pereira apenas "emprestou" a nota solicitando unicamente o valor dos impostos, pouco mais de R$ 900,00, isso não o livrará de ter de responder pela fraude. Em resumo, o único que vai se f... no final é ele!

Para encerrar... Perseguição não, gente! Menos... Vacilo geral!

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