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Reflexão: Amo vocês, Haters! Beijo, me liga!

Classes Sociais - Um Asno
Costumo ignorar e excluir a maior parte dos comentários anônimos que recebo, mas há respostas que precisam ser dadas a altura do desaforo. Estão estranhando meu modo de responder a algumas participações... Bom! Paciência tem limites, derivadas e integrais! Nunca fui das pessoas mais populares entre os amigos e nunca colecionei "curtidas" enquanto jovem. Depois de velho coleciono haters!! Meu bloguinho não é dos mais acessados ou discutidos e a grande maioria das pessoas que alocam parte do seu tempo par ler o que aqui é registrado o faz por interesse nos assuntos abordados, concordando ou não, ou por que pretendem debatê-los. Porém, há também aqueles com tempo de sobra que necessitam avidamente de uma atividade para saciar suas carências afetivas. Em geral são pessoas completamente desconectadas do exercício real de afetividade e relacionamento. Já se tornaram cativos viciados no dedinho nervoso sobre um ecrã de um dispositivo minúsculo que substituiu toda sua capacidade de interagir de verdade com algo vivo, com capacidade de articular membros e palavras coordenadas e com sentido.

Quando não gosto do que leio, simplesmente deixo de ler ou apresento minhas razões para discordar do que foi escrito. Tenho amigos com blogs que considero muito mais interessantes e com conteúdo que agradariam muito mais ao público em geral. Pessoas sérias deixam de comentar em meus artigos optando pelo e-mail pessoal por que sabem como vigaristas agem sempre que alguém aceita participar do debate. Fica impossível que pessoas debatam de verdade já que existem ias virtuais apodrecidos em suas ideias desde cedo. na moda falar mal do Capitalismo e das empresas que lucram absurdos com o sistema. na moda chamar todos que tem coisas mais importantes na vida para realizar do que alimentar a propaganda contra o "sistema" em que vive de alienado e manipulado... Coisa exatamente de gente alienada e manipulada! Na certa suas ideias não partiram de profundas pesquisas e constatações ou até mesmo de análises fundamentadas quanto ao funcionamento de quaisquer sistemas e suas aplicações práticas. Resultado de muita aula de história e sociologia proferida por professores descolados e também com pouca visão.

Tenho o maior respeito por divergentes e contraditórios. Meu respeito transforma-se em admiração quando aquele que me rebate ou apresenta opinião diversa, o faz segundo propriedades e fundamentos, ainda que não compartilhemos a mesma visão. Aborrece-me quando ao afirmar meus princípios e visão sobre determinado assunto logo eu seja rotulado como alienado ou pior, a serviço de um partido qualquer. Tamanha é a escassez de capacidade de análise e reflexão do que pensam. Espia... Alienação possui muitos significados, porém, vou me dedicar apenas a um deles: anulação da personalidade individual. O processo de alienação ocorre sempre que interagimos com alguém ou com alguma coisa. Essa palavra é abusada em salas de aulas desde o início da década de 1980 e seu foco sempre foi quanto a alienação do trabalho, com ênfase na exploração do trabalhador. Quem realmente compreende a diferença entre Opus, Labor e Ergo, não se incomoda com essa abordagem superficial. Mas, quem procura uma justificativa para o Otium, cai como uma luva para ter um argumento contra a produção de bens.

Mídia é alienação? Claro que é! E aula com professor descolado também! A alienação é um processo onde algo ou alguém comunica uma informação até então desconhecida por um receptor, sendo verdadeira ou não! É o mesmo que transferirmos o domínio de algo, a informação, a alguém que passa a ser alienado. Véi, na boa... Comícios eleitorais, meios de comunicação em massa, propaganda do governo, aulas em escolas, igrejas e até nas discussões de bar e dentro de casa, são processos de alienação. O sujeito participa ou não do processo de transferência! Não há nada de errado nesse processo. Pelo contrário, assim tem sido construído todo o conhecimento humano. Paradigmas também são essenciais para servirem como um patamar de onde podemos partir em nossas análises. O que falta, reitero, é o elemento essencial que é também parte do processo de alienação: a reflexão! É lamentável ler quando um jovem se declara como orgulhoso de pertencer a um partido político, por exemplo. Tomar parte de algo é realmente uma boa forma de se construir e compartilhar conhecimento... E só! Tornar-se fração não é o destino do indivíduo! Tampouco, converter a todos numa mesma religião ou facção partidária.

Não custa insistir que "refletir" é dobrar sobre si mesmo e tomar conhecimento de si no contexto do que é analisado. Não se trata de apenas pensar profundamente sobre algo! Deve enxergar a si mesmo como indivíduo dentro dessa análise. Contudo, o ponto central na discussão é quem estaria defendendo a verdade. Quando nos esbofeteamos... Ninguém! Não se constrói conhecimento dessa forma e sim no debate e nos argumentos provados. Hoje ainda debatemos ideias há muito abandonadas ou superadas e isso é retrocesso. Acontece justamente por causa da alienação sem reflexão durante a análise. A isso damos o nome de fascismo! É só recuperar um pouco da história e analisar como se deu a ascensão do nazismo, implantação do comunismo leninista e stalinista que propunha uma higienização através de genocídios e, sobretudo, na iconização de certas aberrações como Che Guevara.

Voltamos a grande questão... O mundo está cada vez mais carente de gigantes e cada vez mais repleto de medíocres e hipócritas. Não significa que o mundo seja ruim. Não há nada de errado com o Capitalismo, tal como também não haveria no Comunismo ou no Anarquismo. O problema está nas pessoas e não nos ismos! Nunca gostei de pensar esse mundo como sendo construído por classes ou castas, mas a demonstração de certos extratos de pensamento demonstram que existem, sim, camadas... E algumas vezes são os sedimentos mais densos e impuros que pretendem se sobrepor ao restante. É só pensar fora da caixa por um momento... Não dói e ainda liberta!

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