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Reorganização do Ensino em São Paulo e o Vandalismo

Escola Estadual Coronel Antônio Paiva de Sampaio - Osasco - Blog do Asno
Sou pai de uma aluna, cuja escola será uma das quase 100 reestruturadas no estado de São Paulo e sou favorável a proposta do Secretário de Educação, o Sr. Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Não considero essa proposta uma revolução, mas entendo-a como já sendo um primeiro passo na direção qualitativa educacional, desse estado, ao menos. Já ocorreram outras reformas em nossa história também com motivos nobres e ideais para cada momento, como foi na década de 70. Não há falta de diálogo e, tampouco, esclarecimentos quanto a proposta. O que existe é um baita oportunismo de algumas lideranças sociais, como a própria Apeoesp, o sindicato dos professores. Entidades de classe são importantes para impedir excessos contra sua categoria, porém essa associação não passa de um esbirro partidário. O que essa entidade e os grupos alheios a educação que cooperam com ela nesses atos tem promovido recentemente é um abuso contra a própria educação. Quase duzentas escolas permanecem ocupadas no estado de São Paulo tornando o que está ruim ainda pior. Há um tempero de ideologia política nessas ocupações onde alunos e alguns pais estão sendo usados nesse jogo macabro.

Há dois dias eu também fui uma das dezenas de milhares de pessoas prejudicadas no trânsito paulistano graças a infantilidade de um pequeno grupo de alunos que decidiu fechar uma das vias mais movimentadas para chamar a atenção. Nesta madrugada assisti a edição de ontem do Jornal da Gazeta que compartilharei ao final desse registro e vi um absurdo que está se multiplicando em várias escolas do estado. O vandalismo bárbaro contra a Escola Estadual Coronel Antônio Paiva de Sampaio, em Osasco (SP), mostra o grau de apego que os alunos e as comunidades realmente têm por suas escolas. Obviamente, teria de aparecer um aluno "coitadinho" dando entrevista para informar que a polícia "violenta" o teria agredido. Cá comigo, imagino que se ele estivesse de fato estudando, não haveria razões para a polícia contê-lo (se de fato isso aconteceu). A aluna de outra escola que termina a reportagem com sua fala está equivocada por três razões. A primeira é que eles não são estudantes de fato, essa é uma classe cada vez mais rara nesse país e nesse tempo. São alunos! E deveriam se comportar como tal. O segundo equívoco é que não há legitimidade alguma nessas ocupações por que ferem princípios básicos e constitucionais. Um deles é o direito das outras pessoas! O último é que agindo desse modo não são coerentes com o argumento de que estão batalhando por uma educação melhor. De fato nem imaginam o que isso significa e como funciona.

Há muitos espaços que estão sendo subutilizados e há realmente uma mudança em todas as esferas da educação que demandam atualizações e melhor gestão dos recursos. O Secretário acertou no remédio e no diagnóstico, porém pode realmente ter errado na dosagem. O processo todo poderia acontecer de maneira mais gradual, mas em tempos difíceis talvez a melhor atitude seja o modelo GA (Goela Abaixo), por que, afinal, dinheiro para educação tem bastante, mas jamais completa seu ciclo até o seu destino final. O que está acontecendo de fato não é uma preocupação da Apeoesp com professores que podem perder renda, pais preocupados com a qualidade do ensino ou alunos preocupados com seus futuros. Estão resumidos a um pensamento muito mesquinho sem um olhar voltado ao por vir. Pais preocupam-se mais com a logística para levar e buscar crianças e adolescentes que pode se tornar até mais complicada. Tanto os pais quanto os alunos têm vínculos afetivos com as escolas e as equipes que as compõem. Professores, sobretudo, temporários temem perder aulas e sofrer reduções salariais. Contudo, os bons professores não precisam temer por nada, pois outras demandas surgirão! A Apeoesp tem agido com a conivência desses profissionais também. Falo dos bons por que existem os maus professores (e são muitos).

Para ser legítima a oposição a proposta da Secretaria de Educação de São Paulo, todos os envolvidos deveriam estar mais ocupados em defender que a proposta seja implementada com a auditoria obcecada dos pais e professores para que não se desvirtue dos seus objetivos. Ela acabará favorecendo a todos em um espaço de tempo não maior do que o tempo de cada ciclo proposto! É claro que professores devem acompanhar e pais devem participar de todo o processo por que, senão, daqui a dois anos aparecerá outro maluco com ideias progressistas a sugerir outra macacada como foram as famigeradas técnicas de Piaget e Vygotsky. Assistam pelo menos aos cinco minutos iniciais do vídeo abaixo e tirem suas próprias conclusões.

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