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A População Paulista Refém do Terrorismo Juvenil

Terrorismo do Movimento Passe Livre - Blog do Asno
"Não cabe ao Estado decidir a forma dos movimentos sociais se organizarem! A sociedade não pode aceitar essa imposição". Esta é a frase atribuída ao MPL (Movimento Passe Livre) que, segundo a imprensa foi compartilhada nas redes sociais em nota dos jovens que farão novo protesto no centro de São Paulo nesta terça-feira, (26) às 17h. A primeira incoerência nas atitudes do MPL esta na opção por desejar um Estado ainda mais presente extraindo mais dinheiro da sofrida população para atender a demanda deles contra a "catraca". Porém, exigem que esse mesmo estado esteja fora de seus protestos. Quando o Artigo 5º, inciso XVI da Constituição Federal, diz que é exigido aviso prévio para qualquer tipo de manifestação em lugares públicos é, no mínimo, por bom senso! Espia só... Trajetos precisam ser remanejados para que o direito a livre manifestação não prejudique o direito de ir e vir de outras pessoas. Ambulâncias precisam ser avisadas, ônibus desviados, etc. Trabalhadores, aqueles que o MPL afirma defender, precisam conseguir chegar em seus lares por diversas razões alheias ao interesse por baderna desses dementes.

Não há como ser simpático ao movimento. Denunciam a truculência da Polícia Militar e são muito mais arrogantes, violentos e inflexíveis. Se o MPL se comportasse como uma organização civilizada, com certeza teria a simpatia da maioria da população, ainda que todos fôssemos contrários a demanda irracional desses jovens. Em 2013 suas manifestações causaram mortes e um prejuízo enorme à população com danos ao patrimônio e distúrbios contra o direito de ir e vir. Mal começou o ano e já temos os mesmos resultados. Participei de seis manifestações em São Paulo e nunca senti intimidação devido a presença maciça da PM. Pelo contrário! Senti que, desse modo, meu direito a manifestação estava assegurado e minha presença no meio daquela multidão estava protegida. Com o MPL não! Eles não têm a menor intenção de promover uma manifestação pacífica e segura por que isso não daria visibilidade a sua demanda. Sua estratégia é muito clara e conta com o apoio irresponsável da maior parte da imprensa. Por que pessoas que juram defender os trabalhadores realizam seus protestos justamente durante a semana para foder cada vez mais com o já agredido trabalhador.

A segunda incoerência desse movimento é a própria reivindicação. Já imaginaram o quanto as entradas em shows, eventos, cinema, teatro e até aquela balada que os moleques tanto apreciam poderia ser mais baratas e acessíveis a muito mais gente? Não! Quem demanda por "passe livre" ou "meia entrada" está cagando para isso. eles se importam mesmo é com o próprio umbigo e se esquecem que sua meia entrada ou seu passe livre está sendo bancado por alguém que pode muito bem ter perdido o direito de ir ao cinema, a um show ou até de utilizar o transporte por que o peso das tarifas e dos impostos lhe obrigam a trabalhar 108 dias por ano só para sustentar essa praga que é o Estado e, em alguns casos, a gratuidade para alguns. Não sou contra que algumas categorias sejam beneficiadas. Para essas, considero que possuem méritos que foram conquistados legitimamente. Aos vagabundos do MPL não empresto a mesma consideração. Sua ideologia podre é cinza de uma ideia onde uma entidade, arrogante por si mesma, julga os indivíduos estúpidos demais para poder possuir e dominar o capital e, portanto, devem deixar essa tarefa para o "grande irmão", ou seja, essa entidade, o Estado.

Mas, a culpa não é só desses jovens. Eles apenas correspondem a química responsável pela programação mental dos seus cérebros juvenis. A culpa é também de toda uma geração de professores, idiotas úteis gramscianos, que poluíram a educação nas últimas três décadas. Não foram capazes de ensinar a esses jovens como dominar o capital e os transformaram numa máquina de ódio a tudo o que ele representa, sem ao menos lhes mostrar que, nesse sistema, todos poderiam ter acesso aos bens de consumo com equilíbrio e sem cair na vala comum dos vícios que geram a pobreza. O MPL insiste em manter sua "horizontalidade" e não se organizar como movimento legítimo. A tática está clara para mim... Querem esgotar a paciência, querem ser agredidos e aparecerem em selfies com a mão machucada e cabeças sangrando no Facebook. O que esperam ganhar de fato é um enigma, mas tarifa zero é que não é! A coisa só irá arrefecer depois que aparecerem os primeiros resultados graves como em 2013 onde ficou muito claro que a demanda do MPL nunca foi ou será a da população de fato. Eles deixaram de operar tão logo as ruas começaram a ser tomadas pelos trabalhadores de verdade que começaram a dar voz a todo tipo de reivindicação e nunca falaram em tarifa zero.

Mesmo que a Polícia Militar se ausentasse das manifestações do MPL (o que removeria qualquer graça para esses jovens), haveriam vandalismos, quebra-quebra e danos ao patrimônio alheio. Isso seria chamado de "eventos isolados" pela imprensa imbecil que chega ao orgasmo quando esses jovens tomam as ruas. O MPL diria que "não tem controle sobre os black blocs", quando na verdade o MPL nem seria notícia se esses marginais não agissem durante as manifestações. Certa jornalista escreveu que para o MPL, "é autoritária e antidemocrática a postura do governo estadual ao impedir que os manifestantes decidam sobre o trajeto". É um absurdo que alguém escreva isso! Não sou fã do estado em hipótese nenhuma, mas onde está escrito que as autoridades querem impedir que os delinquentes decidam sobre o trajeto? O que sempre é solicitado, e por uma simples questão de bom senso (que o MPL não possui), é que o trajeto seja informado com antecedência. O MPL se nega usando uma justificativa absurda! Segundo a leitura desses hipócritas, a PM deseja com isso montar um "matadouro" para constranger e intimidar a manifestação.

Quem está constrangida, intimidada, agredida, prejudicada e sem defesa é a população paulista que foi largada como refém nas mãos desses soft terrorists urbanos. Somos desrespeitados pelos jovens do MPL e ignorados pelas autoridades que estão impedidas de agir por que a imprensa logo os transformaria em vilões. Pobre Paulista... Pobre São Paulo!

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