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Dá um tempo pessoal! Foto de criança com farda é constrangimento?

Criança com Cassetete e Algemas - Blog do Asno
Mané do céu! No interior a gente é mais acostumado a mediocridade de pensamento de algumas criaturas, mas a Capital também não decepciona nesse quesito. Lembro de um tempo em que as crianças brincavam inocentemente de um folguedo conhecido pelos mais velhos como "Polícia e Ladrão". Nesse tempo era difícil alguma criança querer ser o ladrão, atualmente essa brincadeira nem existe mais! Essa ideologia moderninha de que bandido é vítima tem dissolvido algumas mentes (maldito Foucault!). Há sim, bandidos fardados e em grande número, mas isso não perturba o significado que a farda carrega. Macula a Corporação da Polícia Militar que muitas vezes alivia a barra. Eu sempre defenderei a imagem da Corporação, ainda que tenha sofrido séria agressão de um escroto que jamais deveria ter tido o direito de tocar numa farda. Mas, nunca condenarei tudo o que ela significa por causa de um indivíduo. Leio no Portal G1 a seguinte matéria:
A imagem publicada com a mensagem “Boa Noite” e a hashtag #podeconfiarpmesp recebeu críticas de seguidores do Twitter, como “se ela soubesse o que vocês fazem, choraria de medo dessa farda”, “só faltou colocar um revólver na mão da criança. #semnocao”, “já vem com minispray de pimenta e bombinha de gás lacrimogêneo?”, “banalização e culto à repressão, deveria ser crime”, “que absurdo, quem foi o irresponsável que aprovou isso? Isso é uma vergonha”, entre outros. Para Ariel de Castro Alves, coordenador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos e um dos fundadores da Comissão da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB, a exibição da imagem viola o artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): “Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento”, com pena de seis meses a dois anos. “A criança é colocada em uma situação constrangedora, vexatória. Foi exposta com uma arma, ainda que não seja uma arma de fogo, mas armas usadas para reprimir, como o cassetete e a algema para prender”. “Não são brinquedos. Fazem parte dos instrumentos de trabalho da corporação. Houve uma utilização indevida. Foi claramente entregue por um adulto que faz parte da corporação”, completou.
Para Ariel, a foto pode gerar problemas para a criança no futuro. “Por ela ter sido colocada com símbolos de repressão e violência de uma polícia vista como repressiva, ela pode passar por situações de constrangimento na escola”. O coordenador acredita que a polícia deva retirar a foto ou se retratar. Castro também afirmou que vai pedir ao setor de Direitos Humanos do Ministério Público de São Paulo que analise o caso. A Polícia Militar, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que as fotos publicadas nas redes sociais são enviadas por internautas. Além disso, afirmou em nota, que a "farda simboliza valores fundamentais para a comunidade, tais como: o patriotismo, a proteção, o civismo, a honestidade, a honra, a coragem e a dignidade humana. Também simboliza o juramento, o sacrifício, muitas vezes da própria vida, representado pelos 7 policiais militares assassinados em 35 dias nesse ano, em prol do bem comum, ato nobre nos países mais desenvolvidos, pois é símbolo de orgulho para tais sociedades.
Quem tem medo da polícia? Quem realmente pode se colocar contrário a existência da polícia? Culto a repressão? Pára! Tem dó!! Conhece-se a repressão em regimes de força como o autoritarismo, o absolutismo, as ditaduras militares e o totalitarismo. Ainda não retornamos a esse ponto, embora algumas antas pareçam ser muito simpáticas a isso. No caso da Segurança pública, a repressão é uma estratégia central para contenção e prevenção de crimes, principalmente no caso do crime organizado. A população de bem, os cidadãos corretos, jamais terão razões para temer pela repressão policial. Embora, ressalto, existam retardados com farda, isso não representa as atividades policiais mais nobres e necessárias para toda a sociedade..

Também assisti a uma entrevista concedida por Ariel de Castro Alves ao Jornal da Gazeta onde emendou que o problema não está na farda, "na verdade, o mais grave seria associar uma criança com instrumentos de opressão ou para práticas de violência". Opressão!!?? Algema é um objeto tão opressor que tem gente que utiliza como fetiche sexual! E aquilo é uma tonfa e não um cassetete (poderia ser também), exatamente uma arma não letal para contenção e muito mais utilizada como defesa! Ambos os objetos são utilizados pela força policial para proteger o agente contra a violência do bandido e não para oprimir cidadãos de bem. A menina poderá desenvolver traumas por ter passado por esse constrangimento? Só se ela virar funkeira ou traficante! Ambas odeiam a polícia... O caso revela exatamente o ponto ao qual nossa sociedade chegou após tanto tempo de contaminação com ideias equivocadas. Como chegamos ao ponto de associar a PM com a palavra opressão em pleno estado dee direito? As pessoas realmente sabem o que isso significa? Ainda estamos em um regime de poder, cuja crueldade esmaga nossa liberdade? Dá um tempo!

Vamos extinguir a Corporação, então. Ou mudar as cores da farda! Que tal pink? E, ao invés de cassetetes e algemas vamos distribuir maços de flores pantufas para acariciar os inadequados da sociedade. Onde, me digam, uma criança aparecer vestida com uma farda mirim ostentando os utensílios desta pode causar constrangimento ou ser vexatório? Aparecer seminua fazendo movimentos indecentes ao som de músicas com franca apologia a uma vida medíocre e sendo associada a imagem de uma mulher objeto tudo bem? Aparecer vestida de diabo e outras figuras com sentido bem menos nobre no carnaval, por exemplo, também está correto? O senhor Ariel me desculpe, mas não é a imagem da polícia que deve estar negativa. Há, sim, escrotos na PM, tal como há professores que fingem ensinar, padres e pastores que fingem ajudar e coordenadores de movimentos que fingem trabalhar! Além do mais... A menina é uma graça!

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