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Minha avaliação sobre o 3º Festival Literário de Birigui

Marcos Tinarelli, Lino Tonsig e Pedro Bernabé - Blog do Asno
A primeira vez que apresentei uma proposta para a realização de um festival com foco na literatura para a cidade de Birigui foi para a saudosa e mais longeva secretária de cultura que a cidade conheceu, Terezinha Lot Zin. Ouvi dela como resposta a mesma coisa que a extinta Cia de Teatro Amado Amado ouviu quando pretendeu promover um festival com apresentações de teatro. Eu preferi não teimar com a secretária, mas os meninos da Amado fizeram uma revolução e é só por isso que hoje temos o auditório do Teatro do SESI. Me enchi de orgulho daquela molecada! A segunda vez que apresentei a minha proposta, já mais elaborada, foi para o sucessor de Terezinha, o professor Paulo Batista, que nem me deu ouvidos. Vai ver foi por que eu já estava fora do partido dele... A terceira vez que apresentei a mesma proposta foi para o Sr. Marcos Tinarelli que me abriu aquele simpático sorriso, elogiou muito a iniciativa e me encaminhou para mais uma pessoa, que me encaminhou a outra que me deixou na fila de espera. A quarta e última vez foi um pedido desesperado ao então prefeito interino, Sr. Paulo Bearari. Ele lembrará disso! Não lhe pedi nada, apenas que fizesse aquilo se tornar uma realidade. A realidade aconteceu quando eu já estava fora da cidade e morando na Capital.

Foi na atuação como secretário do jovem, saudoso, Giovani Aparerido Machado, somado aos esforços de grande parte dos integrantes da pasta, que a FLIBI saiu do papel. Não vou criticar uma coisa que sei o quanto Birigui penou para que viesse a existir. A organização dos três eventos foi espetacular, o esforço das pessoas foi acima de qualquer avaliação, mas não posso deixar de pontuar algumas pequenas carências. Que fique muito bem claro que não se trata de despeito! O Festival precisa iniciar suas atividades já no começo do ano porque há muita coisa a ser incluída e finalizada em outubro. Como um Festival Literário acontece sem um certame? O estímulo a leitura e produção de textos foi quase elitista. Excludente mesmo! Há excelentes poetas embrionários na cidade. Há prosadores, contistas e, porque não, músicos de extrema qualidade. Porque não incluir um concurso premiando escritores locais, regionais e nacionais, bem como um festival de música para estimular a produção cultural e revelar talentos como já aconteceu? Agora com um músico sendo laureado com o Nobel de Literatura, qual a dúvida para compreender que canções também são produção de texto? Além do mais, a única forma de garantir sucesso de um evento como esse é envolver aqueles que consomem e produzem cultura.

Calma lá, antes de justificar com o penoso momento monetário da cidade! Nas quatro ocasiões em que apresentei a proposta para a execução da FLIBI, a Prefeitura Municipal só precisava entrar com o nome! É para isso que existe o PROAC, o Minc, a iniciativa privada local e as mais diversas parcerias que eventos como esse atraem. É função da Secretaria buscar essas soluções e não aguardar o momento favorável nas contas públicas por que isso jamais irá acontecer. Não para a Cultura! Há esforço em abundância no corpo da secretaria, mas falta compromisso real com a cultura por parte dos secretários que lá estiveram até agora. Lino Tonsig é uma das pessoas mais engajadas com a cultura local. Seu trabalho a frente da nossa orquestra é memorável e unido a boa parte dos responsáveis da pasta poderia produzir um evento que nada devesse aos de outros municípios já consagrados. Birigui possui uma faculdade de Artes Visuais, sanfoneiros históricos, folclore rico e artesãos maravilhosos. Ainda assim é como se não existisse uma Associação Cultural na cidade. Sei que de alguma maneira ainda contaremos com essas pessoas para desenvolver cada vez mais a nossa FLIBI. E... Espero que desta vez, antes de me fuzilarem como se eu estivesse depreciando o trabalho, avaliassem a possibilidade de incluir algumas de minhas sugestões.

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