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Política, um negócio do brasil! É com "b" mesmo, porquê?

Rafael Zago - Um Asno
Meu jovem amigo e debatedor, Rafael Zago (e que ainda tem a cara de pau de ser um baita de um tenor!), me enviou um artigo com suas considerações a respeito do termo Política, que outrora já foi a considerada a maneira como se organiza uma comunidade, cidade, coletivo, nação, etc. Compartilho seu texto na íntegra e comentarei em meu próximo texto:

Por Rafael Zago, Birigui-SP
Política, que no sentido mais vago da palavra significa a arte de dirigir, guiar ou organizar nações, tornou-se, nestes últimos anos, umas das palavras com o sentido mais deturpado e confuso no Brasil. Não é de hoje que se escuta a famosa frase popular: “religião, política e futebol não se discute”. Ao contrário do que pregam as más línguas, política deveria ser o principal objeto de deliberação social, indistintamente, afinal, tratam-se das principais necessidades e anseios de qualquer uma das esferas sociais. Muitos se afastam de discussões políticas por incompatibilidade ideológica, mal sabendo que são estes “conflitos” de suma importância para que a ciência política funcione, afinal, para que se governe no atual cenário demográfico, com imensa - e intensa - pluralidade étnica, educacional, cultural e filosófica, seria irrelevante basear a gestão numa opinião única e dogmática.

Numa sociedade cuja tendência é abolir o tema e ignorar os fatos políticos locais, o resultado é o elevado índice de corrupção, decorrente da ignorância política. Um povo que não entende o funcionamento de seu próprio governo é propenso a aceitar qualquer forma de compensação ou se satisfazer com qualquer informação, e o governante, ao perceber tal oportunidade, atraído pela ganância, ignora as características éticas e morais que deveriam ser preponderantes para exercer tal função, cujo objetivo é o alcance do bem comum. Estimula-se atualmente o povo a não pensar ou falar em política, confundindo seu significado com conflitos sociais, manifestações violentas, corrupção, comportamentos ultimamente relacionados aos movimentos cívicos no país, divulgados pela mídia, com o interesse de afastar a grande massa popular da intenção em disputar por cargos eletivos, os quais vêm se eternizando no meio das altas classes econômicas.

A falta de interesse e capacidade de governar da sociedade se encontra tão exorbitante que inclusive gera reflexo no aspecto familiar. Estamos vivendo atualmente uma das últimas gerações que os filhos obedeciam aos pais e uma das primeiras em que os pais obedecem aos filhos. Cidadãos que, dentro da própria instituição familiar, estão deixando de deliberar e fazer cumprir com as regras, instituindo os valores necessários para o bom funcionamento do lar, não possuem condições de assumir qualquer posição num governo. São vários os conflitos assistidos diariamente nos veículos de comunicação, de famílias sendo dissipadas pela simples falta de diálogo, base indispensável para o bom funcionamento político de uma nação. Em meio à presente distorção do significado da política, o seu real objetivo vem sendo deixado de lado, muitas das vezes colocando em primeiro lugar a defesa dos ideais do próprio governante ou partido político, e raramente efetivando a administração do ente público em prol da coletividade, que poucas das vezes têm suas necessidades atendidas.

Sempre insatisfeita, a massa torna-se ainda mais corruptível e manipulável, mesmo involuntariamente, pois estando em condições precárias de saúde, moradia ou alimentação, qualquer subsídio se torna moeda de troca pelo voto do cidadão carente e politicamente ignorante, alvo fácil dos falsos moralistas que inundam os cargos públicos. Infelizmente ainda existe o grande preconceito de que “todo político é corrupto”, o que freia o ingresso de pessoas dignas e de caráter na política, por receio de manchar sua imagem perante a sociedade. Por este motivo, há tempos não se tem grandes modificações no cenário político, que se mantém infestado de pessoas sem responsabilidade e postura para conduzir um governo honesto e cumprir com as obrigações públicas. Entretanto, espera-se que, com a atual disseminação de informações promovidas pela globalização e facilitação dos meios de comunicação digital, somada aos resultados insatisfatórios inerentes do presente cenário político, exista um aumento significativo no número de adeptos idôneos ao ingresso na política, afinal, a mudança só será promovida se, ao invés de cruzarmos os braços, déssemos as mãos.

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