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Dízimo

O que vem a ser o Dízimo segundo a Bíblia?

Não há caminho para chegar até Deus. Deus é o caminho”... e aqui te cobram o pedágio. Grafite num muro de uma igreja em Montevidéu.

É importante questionarmos a maneira como as religiões modernas fazem uso de preceitos contidos em escrituras de diversas religiões. Não quero entrar no mérito das traduções e transliterações dos textos sagrados, mesmo porque é um esforço frustrante. À maioria das pessoas não se importa se os textos que chegaram até nossos dias são autênticos e realmente fiéis aos originais e não cabe a esse trabalho o propósito de esclarecer quanto a este fato. Mas, é conveniente apresentar algumas considerações a respeito de um ou dois conceitos explorados na atualidade. Um desses conceitos é o Dízimo.

A palavra “dízimo” foi traduzida do original hebraico “ma’aser”, que significa a décima parte, ou dez por cento. Existe um equívoco quanto a prática do dízimo moderno que não se alinha com aquele descrito na Bíblia. Dízimo na Bíblia nunca está relacionado a dinheiro. Está sempre relacionado a comida, alimentos, produção agropecuária. Isso não quer dizer que não havia dinheiro naquela época. (...)
Entretanto, o Deus bíblico estabeleceu que somente as pessoas ligadas à produção agropecuária deveriam trazer dízimos. Nem todos trabalhavam plantando ou criando gado.
(...)
Não há nenhuma citação bíblica de que os frutos do trabalho podiam ser cambiados ou compensados por ovelhas ou grãos a fim de se cumprir o procedimento dos dízimos. Em II Reis 22:4-7 vemos os reparadores do Templo recebendo seus salários em dinheiro. Quem eram os reparadores do Templo? Carpinteiros, construtores, artesãos, pintores. Em I Samuel 13-19:21 temos ferreiros ganhando seus honorários também em forma de dinheiro. Isto mostra que esta prática era conhecida e utilizada.
(...)
O dinheiro já existia desde os tempos de Abraão. Salário, comércio, negócios sempre existiram. Nos tempos antigos haviam variadas profissões e ocupações como hoje.
Se o dízimo tivesse sido estabelecido sob a forma de dinheiro, ninguém teria dificuldade de adorar a Deus desta forma. Mas, não foi assim que se estabeleceu. Dízimo na Bíblia é sinônimo de alimento.

Ofertas podiam ser trazidas em forma de dinheiro (II Reis 22:4-7), mas, quando o assunto era dízimo, somente ovelhas, bois, grãos, comida. Dinheiro nunca. Por este motivo, em nossos dias, dízimo não é dízimo. Seu dinheiro entregue naquele envelope não é, e nunca será um dízimo à luz da Bíblia. Se é a Bíblia que o fiel respeita, então ela deve ser soberana nesta decisão.

Todos os dízimos do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor, são santos ao Senhor. No tocante a todos os dízimos de vacas e ovelhas, de tudo que passar por debaixo da vara do pastor, o será santo ao Senhor. Não esquadrinhará entre o bom e o ruim, nem o substituirá. Se de algum modo o substituir, ambos serão santos, e não podem ser resgatados”. Levítico 27:30-32

Curiosamente, o dizimista não tinha que separar o primeiro para Deus, mas o décimo, o último. Os animais iam passando por debaixo da vara do pastor. O dízimo ou o décimo era separado e entregue ao Senhor. Quem tivesse nove ovelhas estava automaticamente isento do dízimo!

Porque eram os dízimos aceitos somente em forma de animais e grãos? Muito simples: “Certamente darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que cada ano se recolher no campo. Perante o Se-nhor teu Deus, no lugar que ele escolher para ali fazer habitar o seu nome, comereis os dízimos do teu cereal, do teu vinho e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas, para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias. Mas se o caminho for longo demais, de modo que não os possas levar, por estar longe de ti o lugar que o Senhor teu Deus escolher para ali pôr o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado, então vende-os e leva o dinheiro na tua mão e vai ao lugar que o Senhor teu Deus escolher. Com esse dinheiro comprarás tudo o que deseja a tua alma, por vacas, ou ove-lhas, ou vinho, ou bebida forte, ou qualquer outra coisa que te pedir a tua alma. Come-o ali perante o Senhor teu Deus, e alegra-te tu e a tua famíliaDeuteronômio 14:22:29

Trareis a este lugar os vossos holocaustos e os vossos sacrifícios, os vossos dízimos e as vossas ofertas especiais, os vossos votos e as vossas ofertas voluntárias e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas. Ali comereis na presença do Senhor vosso Deus e vos alegrareis com as vossas famílias por todo o bem que vos abençoar o Senhor vosso Deus. Então, ao lugar que escolher o Senhor vosso Deus... para ali trareis vossos dízimosDeuteronômio 12:6,7,11

Os dízimos deviam ser comidos pelos dizimistas na presença do Senhor no local que Ele ordenasse para que assim se lembrassem das dádivas por ele emanadas. No desespero para explicar este e outros textos onde Deus manda o próprio dizimista consumir seus dízimos, alguns teólogos, tomando por base escritos da tradição judaica, afirmam que os Judeus pagavam três tipos de dízimos. Esta tese é muito difícil de se sustentar, pois a Bíblia não declara isto. Estes estudiosos dizem que os judeus davam um dízimo para sustentar as festas cerimoniais, um outro dízimo para sustentar os levitas e um outro dízimo trienal para sustentar órfãos, viúvas e os pobres em geral (23,33% no total). Uma matemática tendenciosa, pois dízimo, como o termo está indicando é 10% e não 23,33%!

Por que, os que fazem esta afirmação, não cobram também três dízimos dos seus fiéis hoje? A verdade é que os dízimos no Velho Testamento não tinham apenas a função de sustentar o clero, mas também contribuía para um maior equilíbrio social. Os dízimos entregues nas igrejas cristãs hoje estão anos-luz do ideal bíblico, sendo, portanto espúrio. Um verdadeiro estelionato sobre a fé alheia.

O que os textos de Levítico e Deuteronômio afirmam claramente: que o dízimo deveria ser calculado sobre o fruto das sementes, cereal, vinho, azeite, vacas e ovelhas; que o dizimista deveria comer seus dízimos no lugar em que o Senhor indicasse; que o dizimista poderia vender o dízimo e com o dinheiro apurado comprar o que desejasse comer e beber a sua alma.

Mas, nada de levar dinheiro à presença do Senhor! Se alguém não pudesse transportar os dízimos em forma de alimentos, bois e vacas, deveria vendê-los e com o dinheiro apurado comprar outras coisas para comer, beber e se alegrar; que o décimo animal (não o primeiro) deveria ser separado para o Senhor; que deveriam dar o dízimo “quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado”.

Dízimo na Bíblia sempre aparece numa escala crescente. De lucros, de ganhos, de bênçãos, de aumento de renda. Nunca num ambiente decrescente, de prejuízos, de recessão, de pouco dinhei-ro. “Todo o bem que vos abençoar o Senhor vosso Deus.” “Quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado”. Quando um israelita era abençoado, somente nesta situação deveria ele trazer dízimos ao Senhor. Abraão também deu dízimos sobre um aumento de rendas. Jacó fez um voto a Deus sob a mesma base. Se fosse abençoado pagaria dízimos; que era dizimável o aumento de renda das bençãos advindas da agropecuária. Nenhum texto diz que lucros sobre outras atividades produtivas deveriam ser dizimadas e que Dízimos poderiam ser utilizados para fazer caridade. (Deut. 14:28-29).

Alguns teólogos hoje, tomando o texto de Provérbios 3:9, tentam incutir na mente do povo que devemos dar primeiro para Deus. Mas, o termo “primícias” está ligado a qualidade e não a sequência quantitativa. Observe o próprio Deus condenando a prática do dízimo. Em II Samuel 8:17 Ele avisa ao povo de Israel, através do profeta Samuel, que a escolha de mudar o sistema de governo para monarquia levaria o novo rei a cobrar o dízimo sobre o rebanho como faziam os reis pagãos. O texto apresenta o assunto do dízimo num contexto pejorativo junto com outras práticas condenáveis. Aqui está condenado o ato de coerção. Da obrigatoriedade do dízimo. Da taxa dizimal.

A Bíblia fala de um só dízimo com três usos: o dízimo podia ser comido pelo dizimista, deveria socorrer órfãos, viúvas e necessitados e deveria sustentar os levitas. Em Números 18:23, 24 e 31 lemos: “Mas os levitas farão o serviço da tenda da congregação e levarão sobre si a sua iniqüidade. Este será estatuto perpétuo pelas vossas gerações. No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão. Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao Senhor em oferta alçada, dei-os por herança aos levitas, pois eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão. Vós e a vossa casa o comereis em todo o lugar, pois é vosso galardão pelo vosso serviço na tenda da congregação”.

A primeira coisa a se observar neste texto tão utilizado pelos teólogos dizimistas hoje é que os dízimos, destinados a sustentar os levi-tas, eram dados ao Senhor como oferta alçada. Porque a Bíblia condena a coerção nos destinos dos dízimos. (I Samuel 8:16 e 17; Isa 1:11-17; Amós 5:21-25; 8:10,11).

Não havia nenhuma obrigatoriedade sistemática. A Bíblia não afirma que o destino dos dízimos era exclusivamente para sustentar o clero. Deste ponto em diante aparecem as outras opções do uso do dízimo autorizando o dizimista a comer seus próprios dízimos ou dá-los aos necessitados. (Interessante. Nesta época os levitas, os representantes do clero, estavam em igualdade social com os excluídos. Os órfãos, as viúvas e os pobres. Havia uma identificação do clero com as pessoas humildes. Pertenciam ao mesmo padrão social).

Com o passar do tempo os dízimos foram tomando destino exclusivo para os levitas. No segundo Templo, após o cativeiro, já se observa uma institucionalização acentuada conforme narrada em Neemias 10:38-39; 13:10-12. Após o cativeiro Neemias faz algumas modificações. Não nos princípios da Lei de Moisés, mas na regulamentação dela. Talvez, devido a situação financeira caótica do pós-exílio ele reduz o valor da taxa do Templo que era de meio siclo (Êxodo 30:12-16) para um terço de siclo (Neemias 10:32,33). Ele implementa outras regras novas.

Deve-se levar em conta que Neemias era um restaurador. Reconstrutor de uma sociedade cuja religião funcionava sobre pilares cerimoniais. O que ele faz então: reduz a taxa do Templo (Neemias 10:32,33); organiza para que os dízimos sejam trazidos ao Templo (A casa do tesouro) para sustentar os levitas (Neemias 10:37); 90% da população morava agora em outras cidades, fora de Jerusalém. Neemias precisava regulamentar o sustento dos sacerdotes levitas que viveriam na capital.

Os judeus continuariam trazendo seus dízimos em forma de alimentos. Frutos das suas colheitas. Nenhum sistema de pagamento de dízimos em dinheiro foi instituído pelo reformador. (Neemias 10:35). Nem todos os levitas eram sacerdotes. Alguns eram: professores (Deut. 24:8; 33:10; II Cron 35:3; Neem. 8:7); juízes (Deut 17:8-9; 21:5; 1Cron 23:4; 2Cron 19:8); trabalhadores da Área de Saúde (Lev 13:2; 14:2; Lk 17:14); cantores e músicos (1Cron 25:1-31; 2Cron 5:12; 34:12); escritores e bibliotecários (1Cron 2:55; 2Chr 34:13); arquitetos e construtores (2Cron 34:8-13).

Quando se muda as opiniões dos homens mudam-se também seus sentimentos. A superstição se transformará em revolta (no bom sentido). A autonomia de ditar regras e percentuais, baseadas em manipulações tendenciosas de textos bíblicos fora do seu contexto original, será cassada. Quando este tempo chegar haverá prosperidade espiritual. Os líderes atuais comem do bom e do melhor, frequentam os melhores restaurantes e até fazem cruzeiros marítimos. Não há nada de errado em tudo isso, desde que fosse algo em comum entre os irmãos e não uma exclusividade de uma minoria que vive à custa das ovelhas que a cada dia que passa se tornam mais magras e debilitadas. Os irmãos da igreja primitiva tinham tudo em comum, At.2:44.

Eles se vestem das melhores grifes, gostam dos melhores carros, seus filhos estudam ou moram no exterior e as ovelhas sempre nos ônibus lotados, nas filas do INSS. Seja sincero com você mesmo e responda quantos irmãos dizimistas você conhece que passam necessidades e nunca prosperaram? Eu conheço vários.
O sacerdócio levitico acabou, mudou-se a lei, Jesus o havia substituído. Hb. 7:11-19. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, por-que dais o dizimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciados os preceitos, mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas cousas, sem omitir aquelas”. Mt. 23:23. A lei teve o seu fim, não devemos guardar nada dela. II Co. 3:7-11.

A prioridade da igreja de Atos era a necessidade dos irmãos, hoje a prioridade de algumas igrejas é instrumento musical, roupa de coral, construção e embelezamento de templos, enquanto os irmãos necessitados passam fome dentro das igrejas. O recolhimento das ofertas era para todos e não só para os apóstolos, eles viviam na mesma condição do resto dos irmãos. Para falar a verdade eram os mais pobres, que diferença para os dias atuais desses que se dizem pastores.

Os religiosos ensinam que as ovelhas devem dar oferta para serem abençoados, o que já é uma mentira, mas se você dá oferta e tem problemas com algum irmão a sua oferta é vã. Mt. 5:23-24
Cabe a você verificar se esses que se dizem pastores andam conforme o modelo cristão que professam, tendo direito, mas abrindo mão para trabalhar com as próprias mãos. Esse capítulo foi incluído apenas para demonstrar como um simples conceito pode ser distorcido conforme os interesses de alguns indivíduos.


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Qual a origem do vocábulo Trabalho?

A palavra Preguiça (do latim pigritia) é a aversão ao trabalho, negligência e indolência. “A preguiça, é um dos sete defeitos capitais. Na Bíblia, ao perder o Paraíso Terrestre, Eva e Adão ouvem do Senhor as terríveis palavras que selarão seus destinos. À primeira mulher, Deus disse: ‘Multiplica-rei as dores de tua gravidez, na dor darás à luz filhos. Teu desejo te levará ao homem e ele te dominará’ (Gn, 3:16). Ao primeiro homem, disse Deus: ‘Maldito é o solo por causa de ti! Com sofrimentos dele te nutrirás todos os dias de tua vida (...). Com o suor de teu rosto comerás teu pão, até que retornes ao solo, pois dele foste tirado. Pois tu és pó e ao pó tornarás’ (Gn, 3:17-9).

Ao ócio feliz do Paraíso segue-se o sofrimento do trabalho como pena imposta pela justiça divina e por isso os filhos de Adão e Eva, isto é, a humanidade inteira, pecarão novamente se não se submeterem à obrigação de trabalhar. Porque a pena foi imposta diretamente pela vontade de Deus, não cumpri-la é crime de lesa-divindade e por essa razão a preguiça é defeito capital, um gozo cujo direito os humanos perderam para sempre”.

Não é curioso, porém, que o desprezo pela preguiça e a extrema valorização do trabalho possam existir numa sociedade que não desconhece a maldição que recai sobre o trabalho, visto que trabalhar é castigo divino e não virtude do livre-arbítrio humano? Aliás, a ideia do trabalho como desonra e degradação não é exclusiva da tradição judaico-cristã. Ela também aparece nas sociedades escravistas antigas, como a grega e a romana, cujos poetas e filósofos não se cansavam de proclamar o ócio como um valor indispensável para a vida livre e feliz, para o exercício da nobre atividade política, para o cultivo do espírito (pelas letras, artes e ciências) e para o cuidado com o vigor e a beleza do corpo (pela ginástica, dança e a arte militar).

Desta forma, eles enxergavam o trabalho como pena que cabia aos escravos e desonra que caia sobre homens livres e pobres. São estes últimos que, na sociedade romana, eram chamados de humiliores, os humildes ou inferiores, em contrapartida aos honestiores, os homens bons porque são livres, senhores da terra, da guerra e da política. É significativo, por exemplo, que nas línguas dessas duas sociedades não exista a palavra “trabalho”. Os vocábulos ergon (em grego) e opus (em latim), referem-se às obras produzidas e não à atividade de produzi-las.

Além disso, as atividades laboriosas, socialmente desprezadas como algo vil e mesquinho, são descritas como rotineiras, repetitivas, obedientes a um conjunto de regras fixas e a qualidade do que é produzido não é relacionada à ação de produzir, mas à avaliação feita pelo usuário do produto. Enfim, não é demais lembrar que a palavra latina que dá origem ao nosso vocábulo “trabalho” é tripalium, instrumento de tortura. E labor (em latim) significa esforço penoso, dobrar-se sob o peso de uma carga, dor, sofrimento, pena e fadiga. Não é significativo, aliás, que muitas línguas modernas derivadas do latim, ou que sofreram sua influência, recuperem a maldição divina lançada contra Eva usando a expressão “trabalho de parto”?
(...)

Um comentário:

  1. Melhor ser Levítico que Leviano... Concordo muito contigo neste aspécto...

    Renato

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