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Por que ainda não é hora de investir na Petrobras!

Plataforma P-52 da Petrobras - Um Asno
Quem acreditou no que eu disse ainda em 2012 sobre o valor que chegaria uma ação da empresa Petrobrás, perto de R$ 9,50, talvez agora esteja concordando comigo. Naquele período eu ainda só conseguia enxergar alguma fumaça, sobretudo quanto ao negócio da compra da refinaria em Pasadena. Apenas a Revista Veja noticiou isso um tempo antes e depois ninguém mais veio a tocar no assunto até a bomba da Operação Lava Jato da Polícia Federal explodir. Eu errei, na verdade... Errei no prazo e também no valor! As coisas demoraram um pouco mais cerca de nove meses para as ações chegarem perto do que eu havia antecipado, porém desceram até R$ 7,18! Bom... Posso errar novamente, mas confio que ainda neste semestre, ou no outro, as ações chegarão próximo de R$ 4,50. Quem tiver dinheiro para investir, esteja preparado e... Agradeçam ao Lula por essa oportunidade! Antes dos ataques costumeiros, vou demonstrar alguns simples argumentos que favorecem essa estimativa e, portanto, corroboram minha opinião de que o momento de investir ou voltar a investir na Petrobrás ainda está longe. Os principais pontos que percebo seguem abaixo:

A primeira coisa a se levar em consideração ao avaliar uma empresa é o tipo de produto que ela comercializa. Bom, estamos falando do Petróleo, uma commoditie que está em seu menor nível de valor dos últimos seis ou sete anos anos devido ao excesso de oferta que há no planeta hoje. Estamos falando de progressos de outros países no campo da exploração, no sucesso dos EUA com sua tecnologia de extração do petróleo a partir do xisto e, sobretudo, dos custos mais simpáticos de operação para nossos concorrentes. O tal do pré sal tem aumentado nossa produção, entretanto, o custo é muito elevado e se o preço continuar no nível que está e a empresa continuar sendo gerida da forma que é... Será completamente inviável! Ainda tem a questão da Europa e também dos casos da Grécia e Suíça que podem influenciar em quedas futuras nas Bolsas mundiais. Particularmente estou muito mais apreensivo com a Suíça do que com a Grécia ou Russia. Esse argumento é variável e não determinante, apesar de seu impacto ser forte... Sigamos!

Não há dúvidas de que ainda haverão novidades no processo que se originou com a Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal, e que já conta com uma modesta lista de presos, acusados e envolvidos. Sendo assim, com certeza haverá outro impacto com um custo ainda mais alto devido a corrupção e a resistência do governo e da diretoria em tratar o caso com mais responsabilidade. Somado a essa questão, ainda é incerto o modo como o governo irá trabalhar nos próximos meses. Dilma, nossa prefidenta, não possui um bom histórico e podem surgir surpresas que derrubariam um possível otimismo do mercado mais uma vez. Mas, age muito pior a atual diretoria da Petrobras que teve a cara de pau de divulgar seu balanço não auditado do terceiro trimestre do ano passado, sem considerar as baixas contábeis relativas aos casos de corrupção e ainda querendo que o mercado acredite que a empresa teve lucro líquido! O mercado acreditou tanto que as ações despencaram 11% em um único dia.

Seu Grau de investimento corre o risco de perder ainda mais pontos depois desse fiasco. A empresa ainda corre o risco de não poder comercializar seus papeis em Nova York por que a emissão de títulos (bonds) nos EUA exige que os balanços divulgados pelas empresas estejam de acordo com as regras contábeis internacionais, ou seja, de acordo com as regras de IASB (International Accounting Standards Board). O endividamento da empresa escalou o Everest e isso representa a necessidade de uma reestruturação imediata que pode levar a cortes de investimento, paralisação de alguns projetos, etc. Isso ainda obriga a empresa, por tudo o que vem passando, a necessitar de capitalização (do governo ou de investidores!). Isso leva a uma outra questão muito relevante para se ter noção de um momento mais apropriado para se investir na empresa: com certeza a diretoria que está a frente da estatal atualmente não terminará esse ano completa.

Outro inconveniente que merece atenção dos investidores é que as metas de produção da empresa demonstram crescimento, porém sempre aquém do projetado ou das expectativas antes divulgadas. Isso não é muito apreciado pelos investidores mais conservadores e também não agrada muito aos especuladores mais agressivos. Investidor só compra papéis da empresa por que tem certeza de que o governo fará de tudo para solucionar sua situação e isso, obviamente, significa que a população pagará também essa fatura. É por isso que os investidores comprarão, na hora certa, as ações com muito gosto! E, por último, mas não menos importante... Virá uma avalanche de processos movidos por acionistas estrangeiros e nacionais devido a perda de valor da empresa ocasionada pela péssima gestão e pelo modelo de corrupção que a conduziu a esse cenário. Por isso não é momento mesmo de comprar ações da Petrobras! Qual seria o momento ideal? Isso não funciona assim... Há que se acompanhar o desdobramento de cada um desses fatores citados e ainda estar atento a outros possíveis durante o semestre. Com certeza será a grande jogada do ano para investidores e até aventureiros. Mas... Não custa insistir que cautela e um monitoramento disciplinado ainda podem ser ótimas maneiras de se evitar prejuízos ou perda de tempo com movimentação desnecessária do capital.

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