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Lewandowski perde a linha... Mas ganha o jogo!

Ricardo Lewandowski - Um Asno
Nesta tarde em que foram definidas as penas de José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares,  o STJ esquentou mais uma vez. José Dirceu terá de cumprir pena em regime fechado, pois sua dosimetria foi de 10 anos e 10 meses, Genoíno, no máximo, regime semi aberto, pois sua pena foi de 6 anos e 11 meses, portanto, inferior aos 8 anos, caso em que normalmente não se administram penas em regime fechado no Brasil. O clima esquentou de novo quando Lewandowski questionou a ordem de voto para esta tarde. Particularmente, acho o papel do Ministro Revisor da Ação Penal 470 (vulgo: Mensalão), Ricardo Lewandowski, completamente legítimo e dentro das regras do jogo democrático. Aliás, é justamente o seu papel que garante a lisura do julgamento. Ocorre que, astutamente, o ministro recorre a manobras claramente voltadas para causar um atraso despropositado ao julgamento.
Ricardo Lewandowski deixou, agora à pouco, o tribunal, logo após exigir uma retratação de Joaquim Barbosa a qual não obteve. A razão é que havia a expectativa de que Joaquim Barbosa faria a dosimetria hoje do núcleo banqueiro. Barbosa, no entanto, resolveu votar o núcleo político, e Lewandowski deu piti. Afirmou que estava havendo uma mudança da ordem de votação, o que não procede de maneira nenhuma porque cabe ao relator determinar a ordem, conforme havia sido acordado no início do julgamento com todos os ministros. Lewandowski ainda tentou conquistar o apoio dos pares, dizendo que advogado do réu não estava presente. Não estava mesmo, mas fora convocado, foi o que lembraram todos os ministros. O revisor exigiu, então, a retratação porque o relator o acusou de atuar para obstruir o julgamento, o que, convenhamos, está mais do que evidente para todos que o revisor tem, pelo menos, tentado atrasar em muito o final deste julgamento. Barbosa se negou a se retratar e Lewadowski abandonou o plenário. Depois disso, a dosimetria correu célere e tranquilamente como nenhuma outra sessão até o momento.
É claro que, antes de transformarmos o ministro Lewandowski no satã do processo, temos que ter o bom senso em reconhecer o papel importante que ele desempenha dentro de um regime democrático. Não é a primeira vez que fica evidente a tentativa de atrasar o processo e até de provocar o temperamento explosivo de Joaquim Barbosa. Ricardo Lewandowski já chegou a ler artigo de jornal na íntegra e a estender suas justificativas sempre demoradas gastando, às vezes, mais de um dia no mesmo tema já superado e com voto vencido. O negócio é que o ministro Joaquim Barbosa cai em todas as manobras de Lewandowski. Ele explode, se altera, perde a linha e acaba cedendo a provocações que longe de agilizar o processo, acaba ajudando Lewandowski na sua estratégia. Na verdade, quase todos os ministros pecaram em muito até o momento. Foram várias as situações de conflito entre eles e situações constrangedoras que não são convenientes a postura de um juiz do Supremo.
Quase ninguém elogia, mas têm sido exemplares as atitudes, votos, comentários e inferências dos juízes Luiz Fux, Celso de Mello e Ayres Brito. De brito, critico apenas a sua maneira de conduzir a casa: muito amena e, muitas vezes, até conivente com os momentos mais constrangedores. O trabalho vem sendo executado de maneira exemplar pelos juízes e é sempre bom ressaltar: em acordo com a LEI! Esses casos de explosão de temperamento dentro da casa, também é um reflexo de democracia, onde pessoas defendem os variados pontos de vista sobre um mesmo fato. Lewandowski está executando seu papel de maneira justa e perfeita, faz parte do jogo! Barbosa é que não tem nada que ceder a provocações do revisor, pois até o momento a casa esteve sempre inclinada a acompanhá-lo em seus votos.
Depois de quarta, Joaquim assumirá a presidência da casa devido a aposentadoria de Ayres Brito e Lewandowski será o vice! Como eles esperam conduzir os trabalhos? Já passou da hora de Joaquim Barbosa entender que em nada ajuda cair nas provocações de Lewandowski. O segundo está se mostrando muito mais inteligente porque até agora o que prevaleceu foi justamente a sua estratégia: atrasar (e não obstruir) o julgamento. 

Um comentário:

  1. Não prejudicou não, neste momento do julgamento se trata da dosimetria, os réus já foram condenados. Pegou muito mal para o LeViandowiski acusar a ausências dos advogados de defesa, perdeu a sua parcialidade e o JOAQUINZÃO não se retratou porque desta vez ele botou o viola do outro no saco. Quero ver da onde essa galera do PT vai arranjar dinheiro pra pagar a pena, Receita Federal de olho neles !!!

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