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Maçonaria? Eu aceito o debate!

Rio Branco Acre - Governador Tião Viana homenageia grão-mestres da maçonaria com diploma de reconhecimento à presença da maçonaria na construção da história do Estado do Acre.
Fotos: Gleilson Miranda/Secom
Leio muito material todos os dias. Alguns publicados com as melhores intenções, mas ainda assim, precisam de algumas ressalvas. Vejo um artigo no Blog de Publicações Religiosas, Grow, o seguinte texto: "O deus da Maçonaria não é o mesmo 'Deus' da Bíblia". O blog tem vários artigos interessantes e trabalha sobre variados temas, mas quando se trata da Maçonaria, tem alguns problemas de interpretação que são comuns a pessoas que não conhecem ou fazem parte da referida ordem. Deve-se registrar, porém, que quando se trata da simbologia e ritualística maçônica, não convém fazer especulações sem domínio dos fatos, ou baseado em escritos da internet e ensaios de falsos ex-maçons, bem como não se podem valer de frases descontextualizadas de Albert Pike em sua obra Moral e Dogma.

Os símbolos e os ritos sempre foram recursos para as diversas formas que o homem encontrou para organizar-se. Vejam-se os rituais dentro de uma igreja, dentro de um tribunal, no sistema de colação de grau de formandos, de união entre casais, o significado da cruz para alguns cristãos, etc. Para cada caso um sentimento, emoção ou sentido é associado e tem com isso funções específicas de causar impressões e respostas de nossa consciência. A Maçonaria preserva em seus ritos e símbolos a bagagem dos séculos de aprendizado do ser humano e para que não sejam profanados e perdidos, seu sentido deve ser interiorizado. Ou seja, para cada texto que pretende revelar algum dos segredos da Maçonaria apenas se cria mais confusão e se afasta de seu real significado.

A Maçonaria é uma organização mundial e, portanto, compreende diversas crenças de diversos povos. É por esta razão que aceitam diversos nomes para Deus, conforme a crença predominante, embora prefiram chamá-lo de "Grande Arquiteto do Universo" (G.A.D.U. - forma única para representar o nome escolhido de cada religião), nome pelo qual se refere, na Maçonaria, para cada caso ou país onde se encontra, a Allah, Brahma, Jeová, etc..., partindo do pressuposto de que se trata do mesmo deus com o nome variando conforme o povo. Pra ficar mais claro, uma Loja Maçônica muçulmana teria por denominação o nome utilizado por seus integrantes, ou seja Allah. Isto fica evidenciado pelo fato de que em outros países se adotam outros livros considerados sagrados para abrir as sessões. Conforme a crença da região em questão, o livro adotado pode ser o Alcorão, a Tripitaka, os Vedas, O Livro de Mórmon, etc.


Mito
Há grande confusão de conceitos para se definir quem é o deus da Maçonaria, alegando que o problema está mais na falta de espiritualidade do homem que no nome de Deus em si. Repete-se em livros e sites que "no grau do Real Arco do Rito de York, o maçom tem a lição de que o verdadeiro nome de Deus é Jabulon, onde cada sílaba da palavra representaria um deus. Já teve até quem associou ao nome da bola usada na copa da África: Jo'bulani que é uma palavra do idioma Bantu. Segundo Henry Wilson Coil (Coil's Masonic Encyclopedia, pág. 516), seria uma associação de Javeh, Baal ou Bel e Om (Osíris, o deus-sol do Egito). Ja, representa Javé; Bul ou Baal representa o antigo deus cananita, deus nacional dos fenícios, terra de Hirão, rei de Tiro (conf. II Rs 1:2-4); On representaria Osíris, o misterioso deus egípcio. Nesse mesmo grau a Maçonaria uniria Yahweh, nome que consta na Bíblia, com divindades pagãs como Baal, On e Osíris, que, segundo a própria Bíblia, tratam-se de abominações pagãs repudiadas totalmente por Deus". É falso! A palavra Jahbulon apareceu pela primeira vez na literatura maçônica em 1700 e referia-se a lenda do explorador que teria encontrado uma placa de ouro no templo de Salomão, contendo gravado, o nome de Deus. Ainda assim, trata-se de uma simbologia como as demais lendas que os iniciados devem refletir e meditar.

Não cabe aqui discutir interpretações e traduções equivocadas de textos sagrados ou não. Mas uma explicação ao equívoco da trindade é pertinente. Muito da simbologia maçônica remete-se a geometria e o número três tem seu próprio significado, assim como os demais. Na literatura maçônica existem várias lendas, ritos e símbolos para que o iniciado contemple os significados desses sinais. Nada de mal ou anticristão há nisso como desejam alguns que amam as supostas conspirações! Os judeus foram sábios em não grafar o nome de Deus, referindo-se a ele de maneira sempre a exaltar sua presença e não seu nome. Preferiam fomas como Adonai, ou Altíssimo, Senhor. O Tetragrama formado pelas letras hebraicas YOD-HEY-VAV-HEY, se pronunciado fosse, em acordo com a fonética hebraica, seria "Iaurrú", presente em quase todos os sobrenomes de judeus e nomes bíblicos alterados para maior conforto de nossas línguas: Benjamin NetanYAOHU (Primeiro Ministro de Israel), ULYAOHU (Elias), YARMIYAOHU (Jeremias), YASHUAYAOHU (Izaías), e assim por diante. Se houve, no passado, intenções para distorcer o nome, isso ocorreu devido a influências do paganismo na época e nomes foram alterados para se aproximarem da cultura romana.

Inúmeras obras antimaçônicas foram escritas no passado. Algumas com consequências mortais, instigando a perseguição de parte dos fundamentalistas políticos e religiosos. São exemplos: a perseguição na Alemanha, por Adolf Hitler; na Espanha, Francisco Franco; diversos papas católicos e líderes de outras miríades de religiões fundamentalistas. Milhares de maçons foram assassinados em consequência destas obras escritas apenas para público profano desejoso de conhecer os "terríveis segredos da Maçonaria". Outros tinham por alvo disseminar mentira e instigar à discriminação racial, guerras ideológicas e sanguinárias, como no caso de "Os Protocolos dos Sábios de Sião".

Existem também obras de autores maçons que causaram danos graves porque foram escritas por pessoas de pouco ou nenhum conhecimento técnico e histórico. Inventaram estórias e dados inconsistentes que, de tanto serem replicadas, alcançaram o status de verdade e acabaram alimentando os caluniadores. Existem casos onde os fatos relatados têm mínima chance diante de uma pesquisa superficial porque são pura ficção de pouco ou nenhum suporte. Nestes casos um leitor deduz que os piores inimigos estão dentro da Maçonaria, constituída de "irmãos" oportunistas e astutos na preparação de ardis revelando sórdidos objetivos comerciais. Estes textos, sim, expuseram a Maçonaria a ridículo e perigo, mas que à luz de uma justa pesquisa não prosperam.

"Apenas um ano após a aparição da primeira constituição maçônica, quando, em 1724, foi escrito o Livro das Constituições de James Anderson, surgiu em Londres, de autor anônimo e edição de Willian Wilmont, um pequeno impresso com o título "Revelado o Grande Mistério dos Maçons". Tudo leva a crer que o autor foi um covarde maçom, cujo único objetivo foi vender informações maçônicas ao maior número de pessoas. Depois surgiu "Toda a Instituição Maçônica", revelando até sinais e palavras. Foram muitos os textos que surgiram na época, alguns até plágio dos primeiros, mas todos com o objetivo de fazer dinheiro à custa da curiosidade profana. A partir de 1730 surgiram obras antimaçônicas de vulto e impacto: "A Maçonaria Dissecada" de Samuel Prichard. Em 1744, o abade Perau publicou o livro: "A Ordem dos Franco-maçons Traída e Seus Segredos Revelados". Neste mesmo ano, Luiz Traveno publicou diversos livros versando sobre Maçonaria, sempre expondo assuntos internos, no claro objetivo de apenas vender livros e fazer dinheiro. Em 1760 foi editado um livro de autor desconhecido, "As Três Batidas Distintas". Em 1762 apareceu o livro "Jaquim e Boaz". Depois surgiu "Memórias do Jacobismo", do padre Augustinho Barruel, o qual é considerado, de fato, o pai da antimaçonaria, pois sua criatividade criou fábulas tão verossímeis que estas ainda hoje prejudicam os maçons.

De todos estes autores podemos aceitar até motivação por ódio e oportunismo comercial contra a Maçonaria, pois não eram maçons. Entretanto, o maior mestre do engodo, de todos os tempos, foi o aprendiz maçom Leo Taxil, este causou estragos terríveis à ordem maçônica. Depois deste "irmão" surgiu frei Boaventura em seu livro "A Maçonaria no Brasil", também pretendia contar os "segredos" dos homens que se reuniam a portas fechadas em confrarias fraternas.

O supremo campeão é sem dúvidas "Os Protocolos dos Sábios de Sião", obra ficcional na qual foram baseadas as invenções de alguns detratores e principalmente de parte do padre Barruel, dando conta de uma suposta "Conspiração Maçônica", e onde foram dramatizadas situações sem fundamento que muitos males causaram aos maçons ao longo do tempo; nem as dramatizações de Leo Taxil e todos os anteriores ao padre Barruel causaram tanto mal. Mesmo escrevendo diversos livros dos dramas e problemas proporcionados, não se esgota o assunto da antimaçonaria".

Pior! Os que se dedicam a criar tais teorias conspiratórias (alguns porque rendem muito dinheiro!), ainda afirmam o absurdo que são conhecedores de um segredo que só seria revelado aos que atingiram um último grau na ordem! Vi centenas de sites que se proclamam reveladores detalhando os "mistérios" e os "sinais" utilizados pelos maçons. Outro mito perverso! Inventam até justificativas sobre os rituais que os maçons não forneceram!

A maioria do que se lê contra a Maçonaria é oriunda destes livros como plataforma da calúnia e raciocínio falso. Felizmente a instituição maçônica provê abertura para debate de amplo leque. Maçonaria não se faz com templos, livros, grandes lojas, grandes orientes, sinais, palavras de passe ou palavras sagradas! Estas são apenas ferramentas, utensílios que facilitam o raciocínio, abrem o entendimento. Maçonaria se faz dentro da mente e no coração! Todo o resto é ilusão! Tentar revelar os "segredos" da ordem maçônica é seguramente um vão esforço dos caluniadores de alcançarem o vento na corrida! Grandes pensadores já intuíram em tempos remotos que, onde existirem pessoas que se tratam como irmãos e demonstram profundo amor entre si, com certeza ali estará o espírito do Grande Arquiteto do Universo e se pratica a verdadeira Maçonaria; independente se as pessoas forem ou não iniciadas. A iniciação verdadeira ocorre no coração. É dádiva divina! Resultado de sã racionalidade, lógica e espiritualidade, equilibrados.

O maçom sequer discute ou gera Deuses à sua imagem e semelhança, porque seres desta magnitude não cabem dentro da lógica e isso apenas gera separação e ranger de dentes, daí usar apenas o conceito de um Princípio Criador, ao qual denomina-se Grande Arquiteto do Universo. É a razão da paz encontrada entre as colunas das lojas dos maçons em todos os países. Aliás, em minha cidade é grande o número de maçons evangélicos, inclusive de altíssimos graus, que entendem que nada há de verdade nessas teorias.

Na cidade de Birigui houveram muitas manifestações porque supô-se que um dos candidatos seria maçom, mas ignoravam que do outro lado também havia. Qual o problema? Então numa democracia, maçons não podem concorrer a um cargo público como qualquer outro? Pegam tanto no pé da Maçonaria porque é uma organização reservada e evita se expor em demasia, mas não entendo a perseguição a ela, sobretudo por cristãos que sabem muito bem o que é ser perseguido e estigmatizado. Estou convicto de que há na ordem maus maçons como nos mais diversos meios de organização em grupo do ser humano, mas, atribuir a Maçonaria as milhares de teorias de conspiração que existem no globo e são repetidas a exaustão por puro medo daquilo que desconhecem não me parece correto e justo. Ainda mais, quando partindo de pessoas muito comprometidas e dedicadas a uma obra justa e perfeita que é a aproximação do ser com seu criador.


Fato: se religião é o ato de religar o ser a seu princípio criador, então a Maçonaria trabalha para que todas as religiões obtenham sucesso nesse objetivo. Não sendo a Maçonaria uma religião, mas tendo entre suas colunas irmãos de todas as correntes religiosas e primando pela evolução do indivíduo para que alcancem sua plenitude, ela é religiosa e ajuda na causa das religiões.

Para quem deseja entender melhor de que se trata a Maçonaria, pergunte a um Maçom,  visite uma sessão branca, investigue diretamente na Ordem, não recorra a especulações. Não há nada de misterioso no Maçonaria e nada de absolutamente secreto, salvo e de direito, a maneira como os maçons se reconhecem. É perfeitamente compreensível que seja deste modo, pois equivaleria ao ato de emprestar um cartão de crédito com as senhas e o saldo informado.

Perguntas e respostas

O que é a Maçonaria? - A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.
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Por que é Filosófica? - É filosófica porque em seus atos e cerimônias ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.
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Por que é Filantrópica? - É filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem-estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência.
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Por que é Progressista? - É progressista porque partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão o da razão com base na ciência.
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Quais são os seus princípios? - A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, a raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo CRIADOR e, portanto, humanos e como conseqüência, a fraternidade entre todas as nações.
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Qual o seu lema? - Ciência - Justiça - Trabalho: Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas; e Trabalho por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade.
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Qual é seu objetivo? - Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes.
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O que entende a Maçonaria por moral? - Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo da nossa alma sentimos o triunfo da verdade e da justiça.
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O que entende a Maçonaria por virtude? - A Maçonaria entende que virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem interesse pessoal. Em resumo: a virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.
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O que entende a Maçonaria por dever? - A Maçonaria entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém não basta respeitar a propriedade apenas, mas, também, devemos proteger e servir aos nossos semelhantes. A Maçonaria resume o dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.
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A Maçonaria é religiosa? - Sim, é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá, o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque é uma entidade espiritualista em contra posição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do UNIVERSO, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônicas.
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A Maçonaria é uma religião? - Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção.
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Para ser Maçom é necessário renunciar à religião a qual se pertence? - Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, que é Deus. Geralmente existe essa crença entre os católicos, mas ilustres prelados tem pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Ramon Ignácio Mendez; Padre Diogo Antonio Feijó; Cônegos Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.
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Quais outros homens ilustres que foram Maçons? - Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; Músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; Militares como Frederico o Grande, Napoleão e Garibaldi; Poetas como Byron, Lamartine e Hugo; Escritores como Castellar, Mazzini e Espling.
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Somente na Europa houve Maçons ilustres? - Não. Também na América existiram. Os libertadores da América foram todos maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O'Higgins, na Argentina; Bolivar, no Norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador Dom Pedro I no Brasil.
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Quais os nomes de destaque no Brasil que foram Maçons? - D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Lêdo, Luis Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.
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Então a Maçonaria é tolerante? - A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus. membros a mais ampla tolerância. Respeita as. Opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.
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O que a Maçonaria combate? - A ignorância, a superstição, o fanatismo. O orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.
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A Maçonaria é uma sociedade secreta? - Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.
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Quais as principais obras da Maçonaria no Brasil? - A Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história, em que os maçons tomaram parte ativa.
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Quais as condições individuais indispensáveis para poder pertencer a Maçonaria? - Crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou oficio lícito e honrado que lhe permita prover suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.
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O que se exige dos Maçons? - Em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do país em que viva, etc. E em particular: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos; conduta correta e digna dentro e fora da Maçonaria; a dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas; a prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da justiça em toda a sua plenitude. Ademais, se proíbe terminantemente dentro da instituição, as discussões políticas e religiosas, porque prefere uma ampla base de entendimento entre os homens afim de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.
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O que é um Templo Maçônico? - É um lugar onde se reúnem os maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhes são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão do homem na vida, recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se da verdade.
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O que se obtêm sendo Maçom? - A possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras, por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído, mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na base de respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos cândidos ou em decadência, não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e legítima, porém como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever correlativo, o preceito das reservas maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempos e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceito de poderes, e nem admite em seu seio, pessoas que não tenham um mínimo de cultura que lhes permitam praticar os seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possam atender às necessidades dos seus familiares, fazer face às despesas da sociedade e socorros aos necessitados.

Biografia:
Augustin Barruel ou Abbé Augustin Barruel, jesuita francês. Nasceu em 2 de outubro de 1741. Faleceu, em 5 de outubro de 1820, com 78 anos de idade. Escreveu que a revolução francesa foi planejada e executada por sociedades secretas;
Francisco Franco ou Francisco Bahamonde Franco, escultor, militar e político espanhol e português. Nasceu em El Ferrol, Galícia em 4 de dezembro de 1892. Faleceu em Lisboa, em 20 de novembro de 1975, com 82 anos de idade. Caudilho do povo espanhol;
Hitler ou Adolf Hitler, estadista, militar e político alemão. Nasceu em Braunau, Áustria em 20 de abril de 1889. Faleceu em Berlim, Alemanha, em 30 de abril de 1945, com 56 anos de idade, suicídio. Fundador do Partido Nacional Socialista Alemão;
James Anderson, escritor, maçom e ministro religioso inglês. Nasceu em Aberdeen, Escócia em 1679. Faleceu, em 1739, com 59 anos de idade. Conhecido pela autoria da Constitutição dos Maçons Livres ou a Constituição de Anderson;
Luiz Travenol, escritor e maçom francês. Também conhecido por Leonardo Gabanon. Em 1743, Publicação de Catechismes des Franc-maçons, revelando segredos, de autoria de Travenol;
Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand-Pagès, falsário francês. Também conhecido por Léo Taxil. Nasceu em 21 de março de 1854. Faleceu, em 31 de março de 1907, com 53 anos de idade;
Samuel Prichard, escritor e maçom inglês. Em 1730, Publicação do livro Maçonaria Dissecada de Samuel Prichard, que divulgou Segredos Maçônicos e provocou alterações nos Rituais dos Modernos. Inglaterra. Em 1738, Publicação de Recepção Misteriosa, tradução mal feita de Maçonaria Dissecada de Samuel Prichard.
BAYARD, Jean-Pierre, A Espiritualidade na Maçonaria, Da Ordem Iniciática Tradicional às Obediências, tradução: Julia Vidili, ISBN 85-7374-790-0, primeira edição, Madras Editora Ltda., 368 páginas, São Paulo, 2004;
BOUCHER, Jules, A Simbólica Maçônica, Editora Pensamento, 1979;
CARVALHO, Francisco de Assis, O Avental Maçônico e Outros Estudos, Nº 6, primeira edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 160 páginas, Londrina, 1989;
FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de, Dicionário de Maçonaria, Seus Mistérios, seus Ritos, sua Filosofia, sua História, quarta edição, Editora Pensamento Cultrix Ltda., 550 páginas, São Paulo, 1989;
PROBER, Kurt, História do Supremo Conselho do Grau 33 do Brasil, Volume 1, 1832 a 1927, primeira edição, Kosmos, 405 páginas, Rio de Janeiro, 1981;
WESTCOTT, William Wynn, Maçonaria e Magia, título original: Tha Magical Mason, tradução: Joaquim Palácios, ISBN 85-315-0384-1, primeira edição, Editora Pensamento Cultrix Ltda., 240 páginas, São Paulo, 1983.

7 comentários:

  1. Samuel Camargo de Anchieta22 novembro, 2012 08:49

    Muito bom texto, elucidativo e claro.Livre de preconceitos.Perdoe-me a brincadeira, mas ela foi inevitável ao pensamento. O blog tá precisando de grana? Tá precisando de patrocinadores? Creio que brincadeiras ingênuas e despretenciosas não precisam de desculpas, mas se for o caso, queira, por favor, aceita-las.

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  2. Os pedreiros livres foram importante, para o período das revoluções burguesas que destruiram o feudalismo e seus estamentos e escrementos... Não nego a importância da Maçonaria nestes episódios; mesmo em momentos de privação de liberdade seus membros agiram conservando e promulgando a ciência como edificação do mundo moderno.

    Renato

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  3. Nilson, simplismente parabens, pelo texto sobre a Maçonaria, simples ao se ler e elucidativo.
    Abraços fraterno.

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  4. Parabéns pelo texto meu caro, você se mostrou muito maduro ao ser imparcial, deixando política e outra coisas de lado.


    abraço"

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  5. seguem mais perguntas para compor a lista de perguntas e respostas, que podem auxiliar outras pessoas com suas dúvidas. tenho certeza que as formei com base em experiências, que podem estar contaminadas com interpretações errôneas da minha parte. não sou maçom.

    A maçonaria, ao esconder o que se passa e seus pensamentos, ideias, e ao não levá-los ao pleno debate social, não permite que sejam criados mau entendidos?

    Por qual motivo os maçons sempre se comunicam com sinais e símbolos fora da maçonaria, mesmo em situações em que tal comunicação não se faria necessária? Isso não cria um grau de comunicação injusto entre esses e os demais cidadãos? Não se tiram vantagens de tal comunicação? E, se sim, porque tal comportamento não é abolido, simplesmente?

    Os maçons se preocupam muito com o julgamento errôneo que se faz sobre eles. Afinal, são pessoas esforçadas, retas em seus propósitos, corretas e sensatas. No entanto, com certa facilidade, um não maçom, neófito, é objeto de ironia, sarcarmos, chacota, tratamento um pouco arrogante, a meu ver. O que justifica isso e qual ética justificaria isso? Há algo dentro da própria maçonaria que explicaria tal questão?

    Há, houve e haverá situações em que maçons e não maçons irão se desentender. Por que não criar um espaço maçônico, constituído, representado por maçons e não maçons, legitimado, verdadeiro, simbólico, importante e eficaz, capaz de dirimir as questões, torná-las plausíveis para ambos e tratar questões de diferenças de opiniões? Quase uma audiência bem intencionada de reconciliação, ao menos de redução de conflitos de opinião. Já consideraram isso?

    como a maçonaria se sente tendo pessoas que poderiam estar em seus quadros mas que preferiam não estar, por pensarem duas vezes? era para eles não estarem mesmo ou poderia a maçonaria repensar os seus atos?

    os maçons perseguem os "adormecidos"?

    os maçons perseguem os que não são maçons, mas que um dia quiseram ser, mas desistiram, antes mesmo de entrar? com qual justificativa o fazem (se sim)?

    ficam essas perguntas. sempre há mais.

    Grato pelo espaço!

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  6. Porque tem alguns templos maçônico que não entrega o manoscrito que foi dado no nome da pessoa em vez disso eles pega tudo que vai da lucro para eles e destrói ha vida da pessoa ainda gostaria de uma resposta obrigado desde ja

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  7. Estou precisando de ajuda para alguém intervi por mim perante ha maçonaria de Copacabana pois eles destruíram minha vida desde 2009 devido um manuscrito que foi dado para eles em meu nome pois os mesmo reuniu um grupo de pessoas para me humilha tirando o pouco que eu tinha pois venho aki pedi que se alguém pude me ajuda entre em contato com rei Zurique meu nome e Nivaldo Pestana de Paula para ele me procura pois ele vai me ajuda abrigado.

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