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Morte durante jogo de futebol não é acidente! Lembram de Márcio Gasparin da Silva?

Márcio Gasparin da Silva - Um Asno
Eu gosto de Xadrez, mas não posso exigir que todas as pessoas gostem. Gosto também de voleibol, handebol, basquete, atletismo e ginástica. Nenhum desses esportes são muito apreciados em meu país. O padrão aqui é o futebol. Desde tempos remotos os atletas de jogos coletivos sempre atraem muitos espectadores e, em alguns casos, marias-chuteiras. Mortes violentas raramente ocorrem nos outros esportes porque não atraem as facções chamadas de torcidas organizadas. Se há uma morte, seja em quais circunstâncias forem e tem uma dessas torcidas envolvida ela jamais poderá ser tratada como acidente. Esses indivíduos assumem o caráter de organização violenta, quase com o mesmo estatuto de um grupo terrorista, seus membros são lobotomizados a pensar e reagir de maneira agressiva sempre que seu time é vencido, humilhado, ou simplesmente não anda bem das pernas.

São, na maioria das vezes, as tais torcidas organizadas as responsáveis pela frustração de um espetáculo que até poderia ser uma diversão familiar. Não se pode tratar como natural uma paixão que faz com que um fanático trate a final de campeonato como um evento mais importante do que o nascimento do próprio filho, a exemplo de alguns torcedores que foram assistir a final do mundial de clubes disputado pelo Corinthians. O luto do momento é para o garoto de 14 anos, Kevin Douglas Beltrán Espada, que morreu em virtude do disparo de um sinalizador por parte de um torcedor corintiano no jogo de estréia do Corinthians na Libertadores em Oruro, na Bolívia. O artefato já é impedido em estádios no Brasil desde 2010 e também na Bolívia, mas isso não impediu que torcedores o levassem "acidentalmente", talvez, em sua bagagem.

Portar tal objeto em local de grande concentração de pessoas já é assumir o risco de causar grande dano. É como dirigir embriagado, você assume o risco de matar alguém! Há muito tempo as batalhas nos estádios não se restringem as equipes em campo. Há muito tempo morrem torcedores vítimas e também agressores durante esses eventos. Poucos se lembram do estudante torcedor do São Paulo, Márcio Gasparin da Silva, de 16 anos que morreu a pauladas após a partida do São Paulo contra o Palmeiras em agosto de 1995. O agressor foi Adalberto Benedito dos Santos que tinha 23 anos na época. Foi o dia que escolhi para nunca mais assistir aos jogos de futebol. Muitos já haviam morrido, mas eu ainda não havia visto uma cena tão bárbara e ao vivo. O vídeo vai abaixo para quem quiser refrescar a memória:

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