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Quando a Prevenção Falha, a Liderança Já Falhou Antes


Competitividade crescente, fragilidade frente a velocidade das mudanças, margens apertadas e os voláteis comportamentos de consumo desafiando a sobrevivência dos negócios. Cenário de caos onde entender a Prevenção de Perdas passa a ser uma questão de estratégia e permanência no mercado. No entanto, esse setor ainda sofre com a ausência de um modelo de liderança capaz de conduzir mudanças reais e sustentáveis.

Edward Deming, pai da gestão da qualidade, já dizia que 80% dos problemas das organizações estão diretamente relacionados à liderança. Essa frase ecoa, com ainda mais força, quando falamos da Prevenção de Perdas. Não adianta implementar sistemas, contratar consultorias ou criar relatórios sofisticados se, na ponta, o comportamento da liderança ainda estiver viciado em resultados imediatos ignorando completamente o processo de amadurecimento que toda cultura de prevenção exige.

É comum vermos gestores cobrando números como se prevenção fosse sinônimo de caça a culpados. Querem baixar índices de perdas da noite para o dia sem investir em treinamentos consistentes, sem promover a escuta ativa e sem aprimorar a comunicação. Exigem comprometimento sem antes oferecer clareza de propósito ou mesmo respeito à jornada de aprendizado dos envolvidos.

Muitas empresas não falham por falta de talento técnico, mas por excesso de ego na liderança. Prevenção não é palco de autoridade e, sim, um instrumento de transformação onde o foco está em lidar com o processo, com o erro, com o ajuste de rota e com o treinamento contínuo.

A Prevenção precisa ser tratada como um sistema vivo e não como um projeto pontual. Isso significa investir não só em tecnologia, mas principalmente, em uma liderança que entende que amadurecer processos exige investimento emocional e intelectual e que mudança cultural não se decreta: SE CULTIVA.

Não há atalhos duradouros. Há uma jornada e seus estágios!

A Prevenção depende de um processo bem estruturado, composto por fases claras e contínuas onde é fundamental garantir que todos, do chão de loja à presidência, compreendam o impacto das perdas e se sintam parte da solução.

Isso envolve a criação de um ambiente onde errar é parte do aprendizado, não do julgamento. Aqui, a liderança pelo exemplo se torna indispensável: líderes que não apenas cobram, mas vivem os princípios da Prevenção de Perdas no dia a dia e formam multiplicadores da cultura preventiva. Essas pessoas inspiradas é que influenciarão positivamente seus colegas e atuarão como elos entre a estratégia e a execução com envolvimento real das demais áreas da empresa. Todas devem ser representadas em espaços colaborativos onde as diferentes visões se encontram, se complementam e perseguem o consenso na extinção de causas e definição de soluções efetivas.

Somente com esse olhar sistêmico, paciente e integrador é que a Prevenção de Perdas passará a ser reconhecida como o que realmente é: uma poderosa alavanca de resultados sustentáveis e de fortalecimento da cultura organizacional.

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