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Reinaldo Azevedo: Mudou de ideia sobre Joaquim Barbosa? Resposta!

Joaquim Barbosa - Um Asno
Recebi um link como comentário em um dos artigos que cito o jornalista Reinaldo Azevedo trazendo um trecho de texto que ele publicou em 22 de abril de 2009 (Link Aqui). O objetivo do comentário era demonstrar uma inconsistência nas opiniões do referido jornalista e, por suposto, sua arrogância. Bem, Azevedo, de maneira nenhuma precisa de uma defesa de minha parte, mas como o comentário veio com um indelicado "Chupa!", direcionado a mim, decidi explicar por ele.

Primeiro, o tal artigo grosseiro de Reinaldo Azevedo referia-se a um fato bem pouco recordado pelos brasileiros com a memória de notícias de última hora. O Ministro do Supremo, Joaquim Barbosa, o Batman do Facebook, quase sofreu impeachment em 2009 por conta de um dos piores episódios protagonizados por juízes em seu ofício. O Ministro Marco Aurélio, em entrevista a Folha de São Paulo, chegou a pronunciar que "O ministro Joaquim extravasou o imaginável. Todos nós ficamos perplexos com o grau de agressividade. (...) O ministro Joaquim vem demonstrando que às vezes perde os limites da razoabilidade. Isso é ruim. (...) Alguns ministros queriam fazer uma censura pública, dizendo que o comportamento do ministro Joaquim era incompatível com o cargo que ele ocupa. Mas aí a instituição é que sairia diminuída e não o seu integrante. (...) O ministro Joaquim precisa buscar manter a discussão no campo das ideias. Ele acaba deixando a discussão descambar para o pessoal. (...)".

Aurélio é Ministro do STF desde 1990 e já discutiu com Barbosa quando este questionou sua decisão em um processo envolvendo o esquema de venda de sentenças judiciais investigado na Operação Anaconda. Eles não se falam desde então. Eu mesmo já critiquei o comportamento destemperado do Ministro Joaquim Barbosa e já discordei também de algumas decisões suas. Não significa que não tenha uma excelente lista de boas atuações, mas no caso em questão, Barbosa afirmou a Gilmar Mendes, então presidente do Supremo, que ele está destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro” e que o presidente deveria saber que “não está falando com seus capangas de Mato Grosso”. A discussão quase rendeu uma censura mais forte onde alguns ministros defendiam que fosse redigida uma nota com o uso de termos como “falta de ética”, “discrepância com o comportamento habitual do Judiciário” e “conduta incompatível com o cargo”. O caminho para a proposta de impeachment de Barbosa ficou aberto, mas o impedimento só poderia ser decidido pelo Senado. Seria uma solução improvável e sua discussão só faria agravar a crise.

Assim como já critiquei Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowiski e José Antônio Dias Toffoli, também já os elogiei em outras circunstâncias. Não há nada de errado em elogiar quando se acha apropriado e criticar quando não se concorda, ora pois! No futuro, provavelmente virei a elogiar Lula ou Dilma (já elogiei Dilma), por alguma coisa que, em meu ponto de vista, mereça ser elogiada. Daí vão comentar que me acovardei? Incrível... 

5 comentários:

  1. Eu também não concordo com essa onda de quererem endeusar o ministro Joaquim Barbosa nas redes sociais. Já estão esticando a baladeira demais. Tudo bem, admiro-o por sua história de vida, por ser um homem de origem humilde e afrodescendente que conseguiu vencer na vida por esforço próprio. Ele não fez nada de extraordinário. Apenas cumpriu seu dever. Muitas vezes, como você bem frisou, ele chegou até a ser meio antiético com os outros ministros do Supremo, causando vários bate-bocas nas sessões.
    Você pôs o link de um artigo de um comentarista da Veja, no qual ele diz que jamais elogiaria o referido ministro. Veja como o mundo dá voltas. Não digo por defender os governos petistas, mas você notou que a revista Veja, desde que Lula assumiu a presidencia, volta e meia estava querendo bater de frente com ele e com seu governo. Muitas reportagens de capa eram críticas acintosas ao Lula, muitas vezes acusando-o diretamente de corrupção. A Veja nunca atacou tão descaradamente um governo como fez com Lula. No tempo do FHC, eles não faziam isso. Agora, no governo Dilma, eles sossegaram um pouco, não estão atacando a presidenta diretamente, mas estão usando a imagem do novo herói da nação, o ministro Joaquim Barbosa, meio que a contragosto deles, para alfinetar o PT e sua administração. Conclusão: a Veja é uma revista tendenciosa demais. O que ela escreve, deve ser relegado. Nunca senti tanto asco da Veja, como sinto agora, apesar de, há três anos, terem escrito uma reportagem falando mal de Sobral. Mas aquela reportagem, não a condenei totalmente, porque eles até que escreveram algumas verdades, naquela ocasião. Além disso, Sobral, e agora praticamente todo o Ceará, inclusive sua capital, estão nas mãos de seres oportunistas e pseudo-socialistas, membros da base aliada do governo federal. Gente assim também me dá asco.

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  2. O foco da discussão, que é a inconsistência de Reinaldo Azevedo (ora desanca alguém de modo irrecuperável, ora o coloca em algum Olimpo), volta à cena: ele tenta em um mesmo artigo dizer que Niemeyer era gênio e idiota ...
    É como dizer que Reinaldo Azevedo é um talentoso imbecil ... kkkk

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    1. Não sou fã o Reinaldo, mas justiça seja feita, há um pouco de maldade na interpretação de suas palavras quanto Niemeyer: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/niemeyer-a-obra-e-o-pensamento-ou-ainda-por-quer-ser-poeta-da-curva-e-superior-a-ser-poeta-da-linha-reta/

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  3. Olha então a opinião do "sábio" Paulo Guiraldelli sobre Niemeyer. Quem é mais sem noção? http://ghiraldelli.pro.br/2012/12/06/o-erro-de-azevedo-sobre-niemeyer/

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  4. Fazer justiça não significa punir... Neste caso, temos o ministro que foi citado, cuja a aura de incorruptível cai por terra. Temos também uma avalanche de denuncias que devem ser investigadas, mas para além das fronteiras dos citados no caso. Deve-se também procurar uma solução, um mecanismo que torne esse modos operandi inviável ou o dificulte. As punições impostas, não vão acabar com esquemas de corrupção.

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