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A mágica do discurso marqueteiro e a realidade da ineficiência do governo

Dilma Rousseff - Um Asno
De olho na reeleição em 2014, Dilma não perdeu uma chance de aparecer no horário nobre da TV para "atualizar" os brasileiros quanto as maravilhas de seu governo. Foi a redução na Tarifa de Energia (que quase ninguém sente, ou sentirá - texto aqui), foi a erradicação da pobreza extrema no Brasil com R$ 70,00 (continuo sendo pobre), foi a inclusão de 40 milhões de brasileiros na nova classe média (que possui TV de plasma, mas não chegou a cursar o ensino médio, nem tem plano de saúde, etc), foi a desoneração da cesta básica que avança timidamente, mas não chegará a ser percebida pelo consumidor final, enfim... Segue o mesmo ritmo que garantiu muita popularidade ao ex-presidente Lula que vomitava a cada quinze minutos uma conquista miraculosa.

Lembram-se? Quando veremos os resultados do Pré-Sal? Por enquanto, só vemos as brigas pelos royalties! E o milagre da Petrobrás que é a primeira empresa brasileira a ser beneficiada com a perda de um terço de seu valor de mercado, graças a política populista de nosso antigo protótipo de "comandante" do país! E a Copa de 2014? Já avançamos ao menos um terço do caminho? Só falta um ano! E a manobra do pagamento da Dívida Externa? E a falácia do crescimento "robusto" da economia brasileira com PIB inferior a 1%?

O que vemos, cada vez mais, é que temos, como diria Renato Russo, "mais do mesmo". Pobres ainda perdem o que não tinham (dignidade e vida), com enchentes nos mesmos lugares. Perdem até em casas construídas pelo programa Minha Casa, Minha Vida para retirá-los de áreas de risco! Ainda tem os gargalos para escoar a produção de grãos que teria uma safra recorde neste ano e, ainda por cima, com preço elevado que garantiria um respiro aos produtores. Qual o problema? Ora, aquilo que já havia sido previsto desde o início! Não se investiu o necessário no campo da logística e os grãos chegam atrasados ao destino, causando cancelamentos em contratos, como o que ocorreu com a China nesta semana. É o apagão da soja!

O problema é que o engarrafamento de caminhões nos portos de Santos e Paranaguá, os dois principais canais de escoamento da soja, tende a piorar nos próximos meses com a estimativa de safra recorde do grão de cerca de 83 milhões de toneladas. O pico da comercialização da soja é em abril e maio, quando a safra de açúcar começa a ser escoada. Em seguida, milho e algodão também passam a disputar os mesmos caminhoneiros, inevitavelmente provocando mais congestionamentos. Ontem, a fila de caminhões na rodovia Cônego Domênico Rangoni, que leva ao porto de Santos, o maior da América Latina, chegava a 25 quilômetros, mas já esteve pior na terça-feira, quando eram 34 quilômetros de espera. Caminhão parado é o principal termômetro da ineficiência deste governo.

Acham pouco? Espia... Nem preciso mencionar o recente caso do Enem (aqui), mas o milagre do  acesso a cursos superiores é ainda mais preocupante. Muitas, (mas muitas mesmo), universidades aproveitam-se da generosidade do Programa de Financiamento Estudantil (FIES), e cagam com a vida dos estudantes. Como funciona? Simples, basta prestar atenção ao valor que o curso está sendo financiado! Cursos que não valeriam mais do que R$ 300,00 a mensalidade, são elevados a pelo menos R$ 1.000,00 no contrato de financiamento com a agência bancária. O financiamento é no nome do ALUNO, não da instituição onde frequentará o curso! Normal?

O que as universidades fazem com o restante do dinheiro, já que os custos do curso foram cobertos e sobrou uma margem de lucro de 70%? Algumas criam um fundo de segurança (!!!), outras abrem mais cursos e mais salas de maneira voraz, para buscar mais financiamentos! Qualidade que é bom... Fiscalização que é necessária... O que fazer? Se até para o Enem é normal não saber escrever e ler, o que se dirá quando tivermos "adevogados" que não sabem litigar, "ingenheros" que não sabem calcular, "fessores" que não sabem lecionar, "dotores" que não sabem operar, "puliças" que não são capazes de prender e "juises" que não sabem julgar! Seremos uma pátria apenas de políticos, poxa!

A popularidade vai bem... Nunca esteve tão alta, tal como na época de Lula quando os ventos ainda empurravam as velas do crescimento. O que também cresceu de lá para cá foram as mordomias dos parlamentares, os desvios de verba nos diversos programas sociais, os acordos espúrios para aumentar a base aliada e a fumaça na fuça do brasileiro para esconder que estamos caminhando em marcha acelerada, mas na ré! O exagero nas intervenções do governo revelam o quanto de tempo no planejamento esse "projeto de poder" do partidão investiu enquanto elaborava sua campanha de marketing para garantir a eleição. Revelam mais! Demonstram que não sabem o que fazer para manter o controle da inflação e por isso são obrigados a mexer o tempo todo com o mercado e são obrigados a converter isso em manobras planejadas, ao menos para a TV. Com Lula não houve problema, afinal, os ventos eram mais favoráveis e era "muito fácil governar", como ele próprio afirmou quando passou a faixa para a sucessora.

Antecipando alguns xingamentos dos fãs do "mais do mesmo" que poderão dizer: "mas sempre foi assim...", é mesmo, mas eu ouvi falar que seria diferente e... quase acreditei! Vocês é que repetem a todo instante que houve uma separação entre o "nós" e "eles", vocês é que pregam o quanto o passado era ruim desprezando o presente (aliás o presente se estende por mais de 10 anos!). Lula é muito bom com o pronome "Eles", esse inimigo oculto que muitos interpretam como sendo azelitis  branca que ele cospe nos discursos. Tais elites teriam alguns integrantes das empreiteiras que financiam suas viagens e o seu Instituto Lula, como a Odebrecht, a Queiroz Galvão e a Andrade Gutierrez? Estou confuso...

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