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Dilma anunciou redução na tarifa de energia sem negociar com geradoras e culpa oposição

Dilma Rousseff - Um Asno
Dilma Rousseff, contrariando o conceito de Federação (isso só vale para os Royalties), em plena campanha eleitoral anunciou a redução de 20% na tarifa de energia elétrica. Não negociou o seu pacote com geradoras estaduais de energia, como Cesp (São Paulo), Cemig (Minas) e Copel (Paraná), atropelando o fato de que essas empresas negociam ações na Bolsa de Valores e  têm muitos investidores. Neste caso, os maiores acionistas são os respectivos governos estaduais. Só no estado de São Paulo a CESP amargaria um prejuízo da ordem de R$ 5 bilhões levando ainda o faturamento da empresa a uma margem inferior ao seu custo operacional. Após o anúncio da presidente, em setembro, as ações da CESP despencaram quase 40%, acompanhando o desempenho das outras distribuidoras.

É verdade... A conta de energia no Brasil é escandalosamente cara e se alguém já tentou efetuar o cálculo de impostos que incidem na mesma, teve uma grande decepção... Nem os matemáticos explicam! Geração de energia é ciência, não populismo. A estratégia do Palácio do Planalto, por enquanto, é culpar os governos tucanos de São Paulo, Minas e Paraná pelo fracasso no cumprimento da meta, atribuindo a eles a responsabilidade pela redução menor da tarifa. Isso porque veio das companhias geradoras Cesp (SP), Cemig (MG) e Copel (PR) - todas controladas por seus respectivos Estados - a maior parte dos contratos não renovados ontem.

Segundo o secretário executivo de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, os governos tucanos desses três Estados vão ter de "assumir o preço político" por terem inviabilizado o corte total prometido. Zimmerman afirmou que parte do governo defende deixar o corte em 16,7% para não jogar o custo extra sobre o Tesouro que já vai bancar uma conta anual de pelo menos R$ 3,3 bilhões em renúncia fiscal. O governo conseguiu uma redução parcial porque as empresas do grupo Eletrobras são controladas pela União e respondem por cerca de 67% da geração de energia. Obviamente isso será plataforma de campanha para 2014, mas além de Cesp e Cemig e Copel, a catarinense Celesc também optou por não prorrogar os contratos de suas hidrelétricas nos moldes propostos pela União, que obriga uma redução em torno de 70% da tarifa . Matemática elementar: o governo perde R$ 3,3 bilhões em renúncia fiscal e as empresas levam tinta com quase o dobro do valor, cada uma, em prejuízo no faturamento!
Para fazer graça frente a TV, Dilma omitiu que, desde 2002, as concessionárias de energia cobraram uma tarifa indevida de todos os consumidores, cujo valor aproxima-se dos R$ 11 bilhões. Pode até ser que na visão do Planalto, esse valor adicional poderia muito bem ser justificativa para reduzir o valor da tarifa de energia, mas esqueceu-se de negociar com os "russos" antes. No final das contas quem vai pagar o pato mesmo é a população (de uma maneira ou de outra!).

Pelos cálculos do próprio governo, a queda agora será de 16,7%. No caso das residências, porém, o alívio será ainda menor, por causa da necessidade de ligar usinas térmicas, cujo custo é até cinco vezes maior que o das hidrelétricasInicialmente previsto em 16%, o corte na conta de eletricidade para residências pode cair para perto de 10%Além disso, a redução na cobrança deve ser sentida apenas a partir de março, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Segundo o Ministério de Minas e Energia, "a estimativa do impacto do incremento da geração térmica por segurança energética está na ordem de um ponto percentual". Mas o governo trabalha com um estimativa de gasto de R$ 1 bilhão no ano, enquanto o ONS (Operador Nacional do Sistema) afirmou à Folha de São Paulo que foram gastos, nos últimos meses, de R$ 600 milhões a R$ 800 milhões mensais para comprar energia de termelétricas movidas a carvão, óleo combustível ou gás. Repetindo: o custo da energia gerada pelas térmicas é de quatro a cinco vezes maior do que das hidrelétricas.
Custo das Térmicas - Um Asno
A maioria das térmicas foi ligada neste semestre devido à falta de chuvas. Para Fernando Umbria, especialista em energia elétrica da Abrace, o gasto será elevado neste ano porque os reservatórios, já com níveis baixos, ainda não voltaram a subir. O pesquisador da Coppe Roberto Pereira d'Araújo afirma que a tendência é que as térmicas sejam ligadas com mais frequência a cada ano.

Conclusão
O horizonte reserva períodos macabros para a geração de energia no país. Além da disputa com ambientalistas que se mobilizam para impedir soluções como a de Belo Monte e da queda de braço com os estados, ainda teremos de superar um gravíssima diminuição nos investimentos para a área a partir do próximo ano. Bom para jovens pesquisadores engajados em novas tecnologias e cientistas envolvidos no processo, péssimo para a população porque qualquer medida paliativa levaria muito tempo para ser implementada e até lá...

2 comentários:

  1. Olha amigo gostei dos seus comentários mas se você acredita nestas contas fajutas para justificar os valores das contas de luz está sendo enrolado certamente.
    O verdadeiro fato é que a Presidente Dilma não está dando nada para os consumidores foi descoberto pelo TCU que as distribuidoras de energia elétrica vem roubando todos cobrando a mais nas contas de luz desde 2002 quando começou o governo PT com Lula até 2012, e o mesmo TCU quer a devolução do dinheiro que terá que ser parcelado pois as distribuidoras alegam não ter como devolver tudo de uma vez pois são mais de 7 bilhões de reais cobrados a mais enquanto isso a presidente Dilma não diz a verdade e tenta possar de boa moça dizendo que ela é quem está dando este desconto de boa vontade.Procure o vídeo no youtube Presidente mente para o povo em pleno 7 de setembro e você verá o que estou dizendo.

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  2. Bom dia Marcelo e obrigado por sua participação. Se você observar, já tratei do caso do TCU por duas vezes no blog. O valor na realidade supera os 11 bilhões: http://www.umasno.com.br/2012/09/resposta-aos-governistas-sobre-farsa-da.html

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