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A patologia da esquerda em nossas universidades


Nilson Alves de Souza - Um Asno
Caríssimas e caríssimos leitores... Às vezes recebo algumas contribuições que são, digamos, densas! Recebi alguns emails de alguns alunos que se dizem ligados a UBES e UNE e que fazem parte do viés "socialista" (como se houvesse outro dentro destas instituições). Não, não... não debatem sobre as denúncias contra  esta instituição que publiquei neste blog, mas discorrem sobre, marxismo, machismo, racismo e... capitalismo!! Meninos que querem discutir Gramsci, Frei Beto, Leonardo Boff e Nietzsche (???). Jovens que recebem quadros disciplinares em suas faculdades que prometem "a compreensão do conhecimento humano como uma construção social que, em sociedades de classes, é atravessado pelo discurso ideológico que se manifesta nas leis e instituições jurídico-políticas; garantem o entendimento do direito como uma produção humana que se concretiza num contexto econômico, político e cultural e que expressa interesses, valores e sentidos determinados historicamente e propõem um novo paradigma civilizatório que articule as dimensões ecológica-social e institucionais-jurídicas numa perspectiva planetária segundo Leonardo Boff!!".

Trata-se, isso sim, do mais puro lixo dessa patologia polarizada a que chamo de "esquerdopatia". A proposta de alguns cursos de direito no Brasil seguem "um misto da fina flor do petismo com o sumo da Escatologia da Libertação". Ah, claro: não poderia faltar a conversa mole da ecologia como uma ética. Cursos, cujos professores querem comparar as democracias aos tutsis e hutus, do Quênia, do Zimbábue ou do Sudão, discutindo acerca dos "ismos" de nosso atual sistema (que diga-se de passagem; permite que seja desta forma. De outra maneira seria ditadura como em Cuba!).

São cursos monitorados por professores sem a menor habilidade com fatores como a economia e que se propõem a discutir nada menos do que “a privatização do mundo”. Quem põe “machismo, racismo e capitalismo” na condição de variantes do “sistema de exploração-dominação” é adversário do Homo sapiens sapiens. Isso é bem menos do que ideologia: é só picaretagem intelectual. "O marxismo pode ser — e é — uma formidável coleção de erros, de equívocos e de delírios antecipatórios que não se cumpriram sobre os destinos da humanidade, mas não é literatura política das mais fáceis: requer algumas precondições para ser entendido, ainda que nos arrabaldes da baixa filosofia. Não se é um marxista convicto sem, ao menos, ser um idiota letrado e dedicado.

A verdade é que a maioria dos que defendem ideias marxistas jamais passaram do índice do Das Kapital.  Quando muito, pararam na glossolalia de epígonos menores e exertos, todos eles caudatários do “marxismo cultural”, que é para onde migrou o pensamento contestador com a falência do comunismo. Programas que pretendem misturar Leonardo Boff e Frei Betto com Nietzsche "é coisa de quem certamente entende muito de Boff e Betto (meu Deus!!!), mas nada do bigodudo metade gênio e metade idiota. Juntar isso tudo com Gilles Deleuze já pede altas doses de Haldol. A obra-símbolo deste senhor, em parceira com outro inventor de complicadas irrelevâncias, Felix Gattari, tem o título de O Anti-Édipo, com tradução em português, e o sugestivo subtítulo de Capitalismo e Esquizofrenia. De capitalismo, eles não entendiam nada. De esquizofrenia, bem… Digamos que ambos precisassem de um olhar externo, neutro, se é que vocês me entendem…"

O que vejo no roteiro de certos cursos universitários atualmente é "uma sequência, amalucada e incompetente, visando à demonização do tal “sistema capitalista”, com vistas à construção — vejam que pretensão!!! — de um novo “patamar de civilização”. Com Frei Betto? Com o amigo do ditador Fidel Castro, o dirigente latino-americano que mais matou adversários por 100 mil habitantes, superando de longe o troglodita Pinochet e os carniceiros da ditadura argentina? Com Leonardo Boff, que hoje é contestado até pelo próprio irmão, Clodóvis, que reconhece que a Teologia da Libertação substituiu Cristo por uma versão rasteira da luta de classes?

Há um centro conspirador de onde emana tanta estupidez, como afirmam estes professores (e o AiatoLula), sobre "azelites"? Não exatamente. Existe, isto sim, a conspiração involuntária dos idiotas, que caíram presas das “verdades de um partido” e se tornaram seus propagandistas, ainda que nem tenham consciência disso. Essa gente fez da burrice um imperativo categórico. Curiosamente, os que tanto evocam a "luta de classes", jamais souberam o que é privação, fome, miséria real. Comem bem e falam mal dos produtores (esses "ruralistas"!), acusam os empresários, mas não abandonam suas redes sociais, seus Tablets, Ipods, Ifods, etc. - frutos do empreendedorismo de alguém, somente possíveis neste sistema "porco" que tanto odeiam.

Um comentário:

  1. samuel camargo de anchieta12 junho, 2012 00:20

    muito bom, admiro seu gosto pelo embate ideologico.Quanto ao Haldol acho meio fraquinho pra essa turma. Precisam mesmo e de Hegel e sua dialética.

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