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Por que o Brasil não investe em educação? Assita esse video e tire sua conclusão!

Educação no Brasil
Reproduzo, integralmente, o artigo postado no Erius Blog , e as razões se tornarão evidentes:

"O vídeo que apresentarei abaixo é uma produção do canal temporadafora, do Youtube, que conta um pouco da triste história da educação brasileira. Um pouco mais abaixo eu listei alguns dos principais motivos que evidenciam o descaso da gorda, pesada e ineficaz governança brasileira quando se trata de educação. 
O tema está em voga novamente devido a debates sobre o aumento dos investimentos em educação pelos próximos anos. Enquanto isso alguns setores mirrados da sociedade pedem o aumento dos investimentos para 10% do PIB (hoje é investido apenas 5%) e 50% do Fundo Social do Pré-Sal (recursos do petróleo na rica camada do pré sal na costa brasileira a serem destinados a setores sociais) até 2020, já outros pouco querem participar do debate e alguns políticos acreditam que apenas 7% já é suficiente.
Eu respondo: não, 7% não é o suficiente para um país que almeja ser potência mundial. Nenhum país no mundo hoje é potência com a sua população analfabeta ou pouco instruída.
Assista ao pequeno vídeo abaixo, divulgue para amigos e familiares e ajude a conscientizar a população brasileira.


Por mais que não existam pesquisas que comprovem os motivos da falta de investimentos em educação (já excluindo a falta de recursos que não pode ser desculpa já que o Brasil é a sexta maior economia mundial), listarei a seguir alguns dos principais motivos que acredito que empacam o desenvolvimento educacional no país.

1. Lobby das empresas de educação privada: isso mesmo, este motivo é pouquíssimo cogitado mas não deve ser esquecido. Muitos empresários e até professores de tais escolas têm estreitas relações com políticos, o que pode empacar qualquer projeto que poderá fazer com que em um futuro não muito distante suas escolas particulares deixem de lucrar como lucram hoje.

2. "Emburrecimento da sociedade": uma sociedade mal e pouco instruída não será uma sociedade que critica e questiona, logo aceitará quase tudo o que lhes for imposto e ainda votará em políticos malfeitores em troca de alguns privilégios. Nesse motivo também se enquadra o medo. Uma sociedade bem instruída tem o poder em suas mãos para fazer com que o governo tenha medo dela.

3. Não rende votos: o investimento educacional é um investimento a longo prazo, não é como uma ponte, um viaduto ou uma dezena de ambulâncias. Investe-se em educação hoje para ter os resultados em vinte anos (e o Brasil já está perdendo tempo a cada minuto que se passa), como a política no Brasil é privatizada, ou seja, atende quase que somente aos interesses privados de quem é eleito (salvo algumas exceções), nenhum projeto de altos investimentos na educação irá para frente pois não renderá votos.
4. Universitário vota, estudante de ensinos fundamental e médio não: é isso mesmo. Os investimentos em educação superior no Brasil são altos e têm conseguido atender às exigências pelo menos mais urgentes e necessárias dos discentes e docentes das universidades federais. O Reuni (programa de expansão das Universidades Federais) é um bom exemplo disso, afinal universitário vota. Já os estudantes dos ensinos fundamental e médio ficam à míngua, pelo menos até onde eu sei não existe um projeto como o Reuni voltado para os níveis fundamental e médio.

5. Falta de recursos: no início da listagem eu disse que falta de recursos não é desculpa para o Brasil, mas na verdade o correto é que não deveria ser. O Brasil é hoje a sexta maior economia do mundo, ultrapassou o Reino Unido há pouquíssimo tempo e conta com 2,2 trilhões de dólares de PIB (fonte: Wikipédia). Mas, para onde será que vão tantos recursos que não chegam para a população como deveriam? Imagine o PIB brasileiro como um cristal que vai sendo lapidado; quando chega ao destino final já não resta quase nada. Isso é realidade. A corrupção custa R$ 82 bilhões por ano ao país (fonte: Veja). Tais recursos, se empregados na educação, poderiam fazer do nosso futuro mais justo e menos corrupto.

6. Problema cultural: o problema cultural é um dos principais motivadores (ou desmotivadores, dependendo do ponto de vista) pois é um círculo vicioso que só pode acabar caso haja investimentos altos e reais na educação. As gerações anteriores conviveram com a educação que já ia mal e hoje nós também convivemos e não fazemos nada. Assim como nossos pais, avós e tataravós não fizeram nada, nós exigimos pouco e provavelmente nossos filhos também farão quase nada para exigir uma educação pública de qualidade. O ciclo só se quebrará quando quebrar-se a falta de investimentos (e isso só seria sentido após uma geração, portanto, os votos teriam que esperar [vide item 3]).

7. Presidentes lerdos: pouquíssimos ou nenhum presidente até hoje na história desse país fez algo pela educação. A grande maioria esteve atrelada aos interesses partidários e eleitorais em detrimento dos interesses da nação. Não, nunca tivemos um presidente ou uma presidenta de "pulso firme" o suficiente para empreender uma revolução educacional no país. A figura simbólica do presidente (ainda mais aqueles que dizem conseguir aprovações absurdamente altas) pode inflar as massas e fazer grandes mudanças e reformas à medida que tem o povo ao seu lado e pode usá-lo para apoiá-lo. Infelizmente nenhum quis fazer isso para o bem.

8. Falta de patriotismo: poucos brasileiros são verdadeiramente patriotas, e muitos políticos são os últimos da lista. O político que quer o bem da nação faz por onde para promover a educação. Como é evidente em países desenvolvidos, a educação foi e é o motor de desenvolvimento econômico, científico, tecnológico, social, cultural, entre incontáveis outros.
9. Lobby religioso: esse, juntamente com o item 1, são os dois que podem ser considerados mais absurdos mas que podem ser muito reais. As igrejas proliferam a cada esquina e as denúncias contra pastores, pastoras, assessores de pastores e pastoras corruptos não param de crescer (e nem o número de religiosos na política). É sabido que em sociedades onde a educação é prioridade - coloquemos a Holanda; a Dinamarca; a Suécia; a Suíça; a Finlândia e outros como exemplo - o número de ateus é muito alto e o número de igrejas é baixíssimo. Em tese, o melhor laboratório da humanidade (que é a história) nos mostra que quanto maior a educação, menor o dízimo; a oferta; a "doação"; entre outros agrados ditos como cristãos e menor também a crença de que educação é besteira e o pastor é o dono da verdade absoluta. Com uma política tomada por religiosos como é no Brasil, se o lobby religioso realmente existir, estaremos terrivelmente condenados pelo menos pelas próximas três décadas no que se trata de educação pública de qualidade.

 Há algumas semanas eu lancei uma campanha que almeja reunir assinaturas em prol dos 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação. A petição será entregue à presidenta Dilma Rousseff e possivelmente ao ministro da educação em exercício.
Infelizmente a taxa de participação é muito baixa, o que pode evidenciar que infelizmente o brasileiro é sim despreocupado. É fato que apenas pela Internet não se faz (ainda) revolução, mas os brasileiros estão completamente parados. Iniciativas que surgem aqui e acolá podem se juntar em uma grande corrente de mudanças. E aí, você quer fazer a história do seu país?

Quer fazer a sua parte? Assine e divulgue clicando aqui. Assinar não dói, não faz o dedo cair, mas pode ter um resultado muito positivo para a nação.

Um comentário:

  1. então adorei a sintese do video ainda não sou bandido mas tá facinho pra ser!! resolvi estudar mais ainda por conta viva também o auto didatismo hoje em virtual estudos!!

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