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Policiais Militares também são seres humanos!

Policiais em ação na desocupação do prédio do INSS
Espia só! Estava meio sem nada importante pra fazer e decidi dar uma lida nos artigos de Luis Nassif e José Dirceu (como já disse, não gosto muito do Paulo Henrique Amorim). Entre um artigo e outro, uma bajulação aqui, um sol com a peneira ali, algo me chamou a atenção: os comentários nos dois Blogs! Primeiro... só tem elegios e tietagem (isso é legal, mas perigoso se reflete mesmo a opinião dessas pessoas). Um dos artigos, publicado pelo Nassif,  referia-se a "truculência" da polícia de São Paulo e a "desinformação" propagada pela midia. Do Zé eu cuido depois, vamos ao texto publicado pelo Nassif.

Entre uma opinião democrática e outra (algumas coerentes), notei quase que uma declaração de guerra aos "malvados" de farda!
O governo sempre teve uma política de exterminio para com os pobres, e usa a  mídia pra limpar. É ironico dizer isso, mas o PCC de alguma forma humanizou a periferia de São Paulo, talvez pelos lideres terem nascido nestas comunidades. Tenho 48 anos, sou um sobrevivente, moro em casa própria, e não tenho mais medo de ir a periferia da zona SUL de São Paulo, sei que não vai aparecer um carro cheio de homens armador a disparar sua calibre doze porque achou que zé tinha cara de pedro que tinha uma treta de boteco pra resolver. Repito O PCC humanizou a periferia. Com LuLA e Dilma, o Brasil terá uma periferia mais humanizada nas próximas décadas espero.
É obvio que o texto escrito pelo Sr. Hélio Gomes é mais amplo (link aqui), mas não fez justiça ao pluralismo da instituição militar. Como tenho amigos (já disse para não rirem, ainda me restam alguns) policiais de várias patentes, achei justo fazer uma pequena defesa ao que eles representam: uma instituição comprometida com a segurança e bem estar dos cidadãos composta por indivíduos que entendem o que significa hierarquia e disciplina. Há os maus policiais, sim os há. Como há maus pastores, maus políticos (ixi), maus jornalistas, maus funcionários, etc!

A sociedade nunca viu a força policial como sua aliada (também, quem gosta de fiscal e policial na orelha, né). Esta categoria de trabalhadores em nosso país já foi peça de debates em universidades, sempre negativamente, porque, no cumprimento do dever, eles agem e até coibem manifestações e realizam desocupações e desapropriações (tarefa muito difícil para a maioria deles). Já tossi e lacrimejei com o gás expelido pelas "ordas militares" e também já bradei contra sua atuação oprimindo nossa "expressão de liberdade" (foi intencional a inversão tá)! Levei um tempo para vê-los como realmente são: pais, mães, amigos... humanos.

Em 31 de janeiro de 2011, escrevi o seguinte texto:
Acho no mínimo curiosa a forma como alguns setores da imprensa atacam a falta de estrutura carcerária do Brasil, sobretudo, destacando a “desumanidade” no tratamento com os presos. Curiosa também é a maneira como exploram a “truculência” e o excesso de “força” empregados durante as prisões de criminosos. A mesma imprensa forma opiniões segundo o interesse de certos círculos da sociedade. Como poderia ser diferente? Um jornalista deve buscar sua sobrevivência e o jornalismo é um trabalho edificante para a sociedade, salvo quando não é feito com coerência. Em um país onde o cidadão, e aqui emprego o sentido pleno desta palavra, não tem acesso a saúde e educação de qualidade, onde nossa carga tributária, enorme, é pessimamente administrada, como podemos querer apresentar à sociedade uma sombra negativa sobre o trabalho da polícia sendo apresentada como despreparada, querendo manchar a sua nobreza (em sua maioria) se o cidadão está cada vez mais inseguro e temeroso.

Aos senhores jornalistas, um comunicado! A maioria de nós, não se importa com o tratamento recebido pelos presos. Esta foi a escolha deles! E escolha é um patrimônio do indivíduo!
Quanto a sua responsabilidade de informar, que seja melhor aplicada a ética tão cobrada das outras instituições. Vejo quase todos os jornalistas diplomados, que geralmente atacam aqueles que não o são, trabalhando contra essa ética ao não cumprirem sua obrigação em informar com imparcialidade e principalmente tornando público notícias falsas sem a confirmação de suas fontes baseando-se na idoneidade concluída.

Para vislumbrar o que estou dizendo, basta analisar a origem da Guerra do Iraque que só foi possível graças a um artigo falso veiculado em um dos mais importantes jornais do país. A fonte era do Pentágono e “não precisava ser confirmada”. Outro absurdo é o bombardeio de propaganda e manifestações intimidadoras quanto ao Aquecimento Global. Já são definitivas as provas de que esse fenômeno jamais teve coisa alguma a ver com o CO2 e sim com as atividades solares, mas, ainda assim, bilhões em recursos são destinados a cada minuto para a produção de energia “limpa” (e cara) onde apenas países emergentes e do terceiro mundo estão comprometidos. Exatamente como desejavam os países mais desenvolvidos para frear o processo de industrialização destas nações.
Quando o Sr. Lula defendeu a ideia de regular (ou censurar) a imprensa, fui um dos primeiros a me posicionar contra, e ainda sou, mas que realmente se torna necessária uma revolução na forma que nossos campeões da “verdade” empregam o seu poder, disso não há dúvida.
Naquele momento, o que me motivou a escrever o artigo foi a forma como via a polícia sendo representada nos telejornais. Hoje, nada mudou! Os governos estaduais não ouvem os policiais, não os trata como trabalhadores que querem um salário melhor para sustentar suas famílias, seres humanos que arriscam suas vidas e (também) de seus familiares e que ficaram descontentes (isso ficou evidente para o país inteiro) devido a suspensão da tramitação, no Congresso Nacional, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n.º 300, de 2008, que estabelecia o piso nacional para policiais militares e bombeiros militares. Hoje, o piso seria de aproximadamente R$ 4,5 mil, valor que o governo federal, com o apoio da maioria dos estaduais, considera impossível pagar sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. A tramitação da PEC está suspensa justamente porque a maioria dos governadores é contra a medida.

Sei que vão me criticar, e muito, mas, Direitos Humanos deveriam estar restritos aos que entendem o significado da palavra "humano" e procuram agir segundo a natureza que definimos para humanidade. Nossos telejornais, nossos professores, agentes públicos e até líderes comunitários preferem transformar o bandido em vítima da desumanidade policial e o militar, agente de segurança, em monstro. Quem luta pelos Direitos Humanos dos policiais? Quem luta pelos Direitos Humanos das vítimas?

As ONGs de defesa dos Direitos Humanos (sempre dos canalhas que não se ajustam ao sentido de humanidade) afirmam que cumprem o seu papel e que os outros grupos que se sentirem prejudicados que se organizem em outros grupos para exigir a manutenção de seus direitos. Bem, sou integrante do grupo dos que não tem ONG para se defender, porque acredito no estado de direito, na democracia e, sobretudo, tenho vergonha na cara para não receber dinheiro para defender criminoso. Advogados criminalistas são os profissionais licenciados para isso e não precisam fazê-lo através de ONGs, basta que o façam orientados pela lei.

Aos bons policiais e nobres bombeiros que se arriscam, que se expõem de maneira ultrajante, que se sacrificam e entram em guerra para que o verdadeiro cidadão esteja em paz, meus mais profundos agradecimentos e reconhecimento pelo que vocês representam a esta nação. Deus queira que um dia vocês não sejam mais necessários nas trincheiras do tráfico e que possam gazar juntamente com os que vocês defenderam da justa tranquilidade que a Declaração Universal os Direitos Humanos nos propunha.

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