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Privataria Tucana, Dossiê Veja e O Chefe... sou mais o segundo volume da Divina Comédia!

Privataria Tucana e O Chefe
Sei que vou receber um derramento enorme de críticas ao que comentarei a seguir, mas... Como disse antes: não consigo controlar! Demorei a escrever porque tive de fazer algo que para muitos é penoso: analisar os fatos e dados que envolvem quaisquer denúncias! Por isso peço que desculpem a ausência de postagens, mas, a conselho de uma boa amiga militante do Partido dos Trabalhadores, dediquei um tempo para ler o livro Privataria Tucana do jornalista Amaury Ribeiro Jr. Aproveitei para reler algumas anotações que fiz sobre o livro o Dossiê Veja do jornalista Luis Nassif e, de quebra, dei uma analisada no livro O Chefe do ex-petista Ivo Patarra. Conclui que... o mercado editorial do jornalismo "investigativo" já foi melhor!

O youtube é massa! Consegui ver até algumas entrevistas com essas figuras pitorescas que tem surgido ultimamente e são a razão verdadeira de as cadeiras de eventos como o Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, que será realizado na Bahia entre os dias 25 e 27 de maio, serem preenchidas! Do Nassif nada tenho a acrescentar, por enquanto, tendo em vista que ele é regiamente pago para escrever o que escreve. Do Paulo Henrique Amorim, minha pesquisa serviu, pelo menos, para acrescentar mais razões para, agora sim, não considerá-lo jornalista de maneira nenhuma, principalmente depois de ver suas excelentes contribuições à ditadura ao lado de seu chefe e amigo Mino Carta (aquele ex-funcionário ressentido da Veja que trabalha exclusivamente para a imprensa "progressista" através de sua revista Carta Capital, aliás, seu nome é Demetrio Giuliano Gianni Carta! Ele usa pseudônimo viu Bearare!). Para os que não sabem, para esses senhores existe a imprensa progressista, a deles, e a golpista, todo o resto!

Mas é do senhor Amaury Ribeiro Júnior a melhor contribuição! Ele já foi pago durante a campanha pré-eleitoral do PT, quando foi pego no pulo produzindo um dossiê com documentos grotescamente falsificados (Dossiê Cayman), além de tentar usar dados sigilosos obtidos com suborno e corrupção de funcionários na Receita Federal de Mauá. Inclusive também tentou, sem sucesso, pagar as testemunhas para ficarem caladas (teve, também, uma denúncia de coerção). Não acho relevante citar que ele trabalha para a Record!!!


Vamos ao que absorvi na leitura do Privataria Tucana

O livro acrescenta algo ao cenário político e, entre suas contribuições, que não provam nada, apresenta uma vasta coleção de documentos que refaz, com muitos detalhes, a montagem dos grupos que venceram as privatizações. De tanto ler a crítica de que o governo Lula adorava distribuir recursos baratos do BNDES para empresas amigas, você pode concluir que, como tantos outros costumes de nossa vida pública, esse costume do governo petista que se condenou foi patenteado durante o governo FHC.
Amaury tem aquele estilo de dizer mais do que pode provar, mas convém não desprezar seu  retrospecto. EU TAMBÉM SOU FAVORÁVEL QUE SE INVESTIGUEM POSSÍVEIS IRREGULARIDADES NAS PRIVATIZAÇÕES DURANTE O GOVERNO DO PSDB! Mas, qual a novidade? O PT teve dez anos para propor isso e esganar seu adversário, não teve? Por que não o fez? Que houve de tão conveniente para se enterrar o assunto e proliferar tanto blogueiro de uma nota só (digo, de uma leitura só) na rede?

E não me acusem de ter feito leitura do material com parcialidade, pois eis aí um grande equívoco... Sou comprometido com fatos e dados e não com partidos! Já repeti várias vezes que vejo bons indivíduos dentro de vários grupos idealistas, mas considero isso paixão e, toda paixão cega! Houve corrupção (e muita) durante o governo FHC, há muita corrupção no atual governo e os apaixonados fingem não ver nem uma ou outra. Preferem gastar sua gramática com militância e defender os seus barões a exemplo dos grandes Capitães do Mato* de outrora.

* individuo encarregado de prender e restituir ao senhor o escravo fugitivo

Em tempo...
Minha vez de recomendar um livro ao PT: À sombra das maiorias silenciosas de Jean Baudrilard

5 comentários:

  1. só tem " SANTO' na politica brasileira

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  2. Nem li (os livros e muito menos o texto).

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    1. Considero isso apropriado para alguém que recorre ao anonimato: a incapacidade de ler!

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    2. Sou eu que me chamo asno, né?

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    3. Pois é... Se ao menos tivesse o hábito de ler antes de disparar o criticômetro entenderia que a escolha do "bichinho" tem suas razões nobres e até mais elevadas do que a costumeira e incorreta associação pejorativa.

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