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"A Revista Veja serviu à Ditadura", é a mais pura verdade, amigo Anônimo!

Mino Carta e Lula
"A Veja que ataca tanto o governo democrático do PT, só faz isso porque está acostumada a se curvar a regimes ditatoriais. Durante a Ditadura era a revista que mais elogiava os atos dos torturadores".Essa pérola eu fiz questão de remover da área de comentários e postar diretamente aqui. É a mais pura verdade, meu amigo Anônimo! Desta vez, concordo com você em grau, número e gênero! Mas... Espia só:
“Como é de conhecimento do mundo mineral, quem fez a VEJA, quando podia ser lida, foi o Mino Carta. O Robert(o)  (Civita), lia a Veja na segunda feira, depois de impressa, porque o Mino não deixava ele dar palpite ANTES de a revista rodar.”

Essas magnificas e esclarecedoras palavras são de... Paulo Henrique Amorim!!! Ambos, Mino e Amorim prestaram um maravilhoso serviço ao governo no período da Ditadura e hoje... também!! Peças editoriais e artigos esplêndidos podem ser lidos na revista impressa daquele período. Elogios aos torturadores, apologia a pena de morte aos extremistas da esquerda, ironias aos anseios da sociedade, enfim, verdadeiras pérolas que podem, inclusive, ser consultadas no acervo digital da Veja, ou qualquer biblioteca que se preze.
De fato, nunca houve dúvidas de que era Mino quem mandava. Era Mino quem decidia. A função de patrão, para ele, era pagar as contas de seu brilho incomparável.
Hoje Mino é um “progressista”, um verdadeiro guia a orientar o jornalismo de esquerda. E odeia VEJA, como é sabido. Cumpre, então, deixar claro quais eram as escolhas do chefe inconteste enquanto esteve no comando da revista — aquela na qual ele não deixava Roberto Civita dar palpite.
Duas das organizações que estavam no radar do grande Mino Carta eram a Colina e a VAR-Palmares, justamente os grupos a que pertenceu Dilma Rousseff, que havia sido presa em 16 de janeiro de 1970.
Em 1970, com Dilma na cadeia, Mino vestia uniforme e batia continência para “tranquilizar a nação”. Quarenta e dois anos depois, com Dilma na cadeira presidencial, Mino põe no peito a estrela do PT e…, bem, continua a bater continência para o poder. Que talento inigualável para servir! Reinaldo Azevedo
Era Mino que elogiava a decisão da Oban, conhecida por torturar prisioneiros, de esperar algum tempo para anunciar as detenções. Na edição de abril de 1969, o hoje principal representante do “progressismo” elogia a Junta Militar e suas graves responsabilidades, inclusive a adoção da pena de morte.

Algumas investidas contra a Veja, atualmente, só prosperam na rede porque o passado de "certos gigantes morais" fica protegido sob a trama e o ordume do tapete. O jornalista Fábio Pannunzio tem vasto material sobre o período para ser analisado em seu blog. "A ditadura de Mino Carta em VEJA, felizmente, chegou ao fim nos primórdios de 1976, quando a revista, apesar da censura ainda vigente, inicia seu esforço para exercer a sua vocação original, penosamente distorcida pelo cesarismo cartiano. Refiro-me à defesa dos valores que a transformaram na maior revista do país e numa das maiores do mundo: a defesa da democracia e do estado democrático e de direito". Procurei por Pannunzio e Reinaldo Azevedo como referência neutra porque naquele período, o que eu lia eram gibis! Reinaldo vai mais longe:
É chegada a hora de revermos o passado de certos “progressistas” que andam por aí. Vocês nem imaginam quantas são as supostas “referências morais do jornalismo” que serviram de escribas entusiasmados do golpe militar de 1964. Alguns deles, ora, ora, pediriam mais tarde indenização ao estado porque supostamente “perseguidos”. E hoje, curiosamente, tentam esconder esse passado defendedo a revisão da Lei da Anistia. (...)
E para que não reste a menor dúvida: a censura impedia, sim, a publicação de muita coisa, mas não obrigava a publicar elogios. Os feitos por Mino Carta eram coisa de coração, de vocação, de gosto, de adesão a uma causa. E, como ele sempre fez questão de deixar claro, nunca deixou ninguém “dar palpite”. Foi obra de autor, como não cansa de se autoelogiar.
Acho que vou tomar gosto por esse negócio de “Comissão da Verdade”…
PS:  Como sou um homem justo, noto que Mino tinha uma qualidade naquele tempo: chamava terroristas de “terroristas” e terrorismo de “terrorismo”.

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